Barbara Stanwyck fascina como uma amoral alpinista social que utiliza o sexo como arma, usando seu charme para chegar, de cama em cama, a uma posição social que ela considera à sua altura.
Uma obra carregada de sexualidade que não se viu por décadas em Hollywood.
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Baby Face de 1933, no Brasil Serpente de Luxo. Bom filme, com uma magnética Barbara Stanwyck que rouba a cena em todos os momentos. Os personagens masculinos acabam ficando secundários perante a sua atuação. Ela carrega o filme com uma presença forte, calculista e ao mesmo tempo fascinante, tornando Lily uma protagonista impossível de ignorar.
O verdadeiro par romântico dela, Trenholm (George Brent), só entra em cena no final do filme e aparece muito pouco. A construção do relacionamento entre os dois fica prejudicada por essa entrada tardia.
O desfecho, apesar de apressado e de eu achar que poderia ter gastado mais algum tempo para desenvolver e dar mais conexão ao casal, é convincente e, de certa maneira, feliz para Lily (Barbara Stanwyck). Ela encontra algum tipo de redenção e estabilidade, o que fecha a trajetória da personagem de forma satisfatória dentro do tom do filme.
No geral, um filme marcado pela presença avassaladora de Barbara Stanwyck, que domina a tela com autoridade e carisma. Mesmo com limitações no desenvolvimento
do romance final
Assistido em 22/09/2026
A vida em círculos.
O veneno no outro que nos beneficia hoje será o mesmo que nos afetará amanhã.
Filme interessantíssimo sobre ascensão social. Uma obra que, na verdade, fala de sobrevivência.
Como julgar quando o mundo sempre se aproveitou desse alguém?
Barbara Stanwyck é a figura feminina irresistível. Se os homens a objetificam, ela aprende a responder e usar isso com a razão, em benefício próprio. Quando se abrem os olhos e se enxerga como os homens à sua volta são, tudo muda.
Sinceramente, eu não consigo imaginar uma atriz que seria uma escolha melhor para esse papel.
Quanto mais a personagem sobe socialmente, mais ela percebe que os comportamentos masculinos são exatamente os mesmos.
Abraçar as chances é a alternativa certa.
Ver uma personagem feminina com tamanho domínio das situações e cenários é um prazer. Além disso, não devemos esquecer que ver uma obra como essa nos anos 1930 é algo ainda mais ousado do que em outras décadas.
A sagacidade e inteligência de Lily (Stanwyck) nos divertem, porém, olhando mais profundamente, sabemos que há algo dramático maior por trás de sua conduta. Protagonista de primeira.
Barbara Stanwyck é maravilhosa, uma atriz que sempre nos hipnotiza. Eu a amo, é uma das minhas 10 prediletas de todos os tempos.
O final chama a atenção, certamente divide opiniões. Podemos interpretar como fácil demais ou meio brusco. Contudo, também podemos enxergá-lo como algo belo e novo que surge dentro de uma realidade que sempre foi muito fria para a jovem "baby face".
A vida é feita de incertezas e mudanças. Como ocorre também com os outros personagens, podemos sair de um ponto a outro oposto rapidamente.
Pode-se seguir a razão ou coração. Optar pela segurança ou pelo amor são escolhas. Apenas quem está na pele pode realmente entendê-las.
Filmes sobre alpinistas sociais sempre carregam um tom de reparação. Aqui, a protagonista decide virar o jogo, usando o próprio sistema a seu favor num mundo em que os homens, apesar de manipuláveis, ainda mantêm um pacto de cumplicidade. O que mais gosto é a presença do Nietzsche, hoje tão sequestrado pelos incels, como mentor filosófico dessa jornada da mulher fatal. Só não gosto tanto do final.
eu tenho tantos pensamentos sobre esse filme. eu nunca vou desgostar de uma barbara stanwyck sendo canalha, acho que a tese do filme é bem ambígua e tem algo aí que eu gostaria de ter visto aprofundado. a relação dela com a doméstica dela revela, também, algo de muito indigesto sobre classe e raça - nada que eu não soubesse, mas que fica tão evidente, mesmo com poucas cenas, que chama atenção. acho que o filme se engana ao, pelo menos em parte, defender que a Lily tem de fato poder sobre esses homens, ao invés de reconhecer como ela aprendeu a negociar dentro das condições patriarcais, de acordo com as regras *deles* e não dela. e é também desconfortável para mim o quanto eu fiquei torcendo pelo último homem e ela se casarem, como se isso fosse algum tipo de redenção ou resolução - o filme e a sociedade podem até argumentar que é, mas quem sabe, sabe... enfim, figurinos e cenários opulentos, uma protagonista descarada e aspectos surpreendentemente progressistas, que encontramos em muitos filmes da era pré-código de Hayes pra nunca mais, tornam o filme muito encantador, por mais que obviamente não se encaixe perfeitamente nas sensibilidades progressistas atuais. mas também acho um charme um filme de glamour com um pouco menos de moralismo do que estamos acostumados a ver, principalmente em filme americano. queria uma minissérie bem gourmet de baby face. poxa vida, poderia fazer uma tese de mestrado sobre Lily Powers.
Filme muito além do seu tempo, o início é espetacular, ousado para época, barbara stanwick só com o olhar, as expressões e o andar controla tudo, o final se transforma num romance que talvez para agradar os bons costumes da época, termina com o final do amor.