A ambiciosa Rae Smith (Susan Hayward) e o fuzileiro naval Paul Saxon (John Gavin) se encontraram por acaso e se apaixonaram perdidamente. Mas ele estava apenas de passagem pela cidade voltando para casa após a guerra, e tudo não passa de olhares. Tempos depois ela descobre que ele está casado. Determinada a entrar para o mundo da moda como estilista, Rae se muda para Nova York, onde não apenas fica famosa mas também reencontra Paul. Mais uma vez a chama se acende entre eles, mas Paul continua casado. Fugindo desse amor proibido, ela se muda para a Itália. Anos depois, eles se reencontram mais uma vez, e tomados por anos de uma paixão reprimida, iniciam um romance proibido, uma vez que a esposa de Paul, a bêbada e infeliz Liz (Vera Miles), não quer lhe dar o divórcio.
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ESQUINA DO PECADO é mais um drama em meio há tantos filmes trágico-românticos produzidos nesta época. Este aqui é dirigido por David Miller e protagonizado pelo casal Susan Hayward e John Gavin. E ainda, tem a coadjuvação de Vera Miles que rouba a cena. Embora, o título nacional marcante, achei ele pouco lembrado e inferior as fitas de melodramas de Douglas Sirk, por exemplo. Mas, aínda assim, é um título áureo desta fase Hollywoodiana que ao longo dos anos sessenta foi perdendo força, deixando de serem tão produzidas, A fotografia é um primor! E o elenco está ótimo em suas interpretações. Do tipo de filme para se ver no aconchego de cada numa tarde chuvosa na companhia de uma avó ou mãe.
O filme é maravilhoso mas não gostei desse final. Se o filme fosse rodado hoje, o final seria diferente. Ainda que fale sobre a permissão do divórcio, ele poderia ter conseguido. A mulher dele tinha problemas com álcool e talz. Era só interná-la e talz. Dava para ele ficar com a mulher que amava
É sempre maravilhoso ver um filme com Susan Hayward, que foi acusada injustamente de ser uma atriz "overacting". Susan é uma das atrizes que mais amo e a defendo fortemente. A estética do filme me lembrou muito Douglas Sirk: o colorido, os dramas familiares, a reviravolta final. Susan como sempre está ótima, a personagem é um pouco "passiva" e isso irrita em determinados momentos do filme, mas não prejudica o filme em si. O filme pelo que li tem algumas passagens diferentes do livro e das versões anteriores e é considerado o mais sensacionalista e exagerado. Mas não vi muito exagero não, pra mim estava tudo na dose certa. Agora quero ver a versão de 1941 com meus amados Charles Boyer e Margaret Sullavan.
O filme foi lançado em 1961. Nessa década iria explodir o movimento de libertação das mulheres nos EUA.
Rae Smith é uma mulher emancipada e profissionalmente realizada. Não depende de um marido para sobreviver. É solteirona, não precisa cuidar de filhos e nem do lar.
Ela inicia um romance maravilhoso com Paul Saxon que é um homem casado muito rico. Paul tem dois filhos de um casamento fracassado.
No dia 18 de agosto de 1960 foi lançada nos Estados Unidos a pílula anticoncepcional que revolucionaria os hábitos sexuais do mundo ocidental. A monogamia e o casamento foram postos em xeque. A família nuclear poderia se desagregar. Os conservadores puritanos entraram em pânico.
Esquina do pecado discute o casamento e a família neste contexto explosivo de liberação sexual.
Hollywood sempre teve uma posição muito firme nessa questão. Houve uma época em que um homem e uma mulher sequer podiam ser filmados dormindo na mesma cama.
O filme reflete esse puritanismo. O romance extraconjugal entre Paul e Rae ameaça a função de reprodução da família. Ameaça a felicidade dos filhos de Paul.
Hollywood jamais poderia admitir essa afronta à instituição que garante a adequada reprodução biológica de seres humanos. Os pecadores devem ser punidos como eram na Idade Média. Mas com métodos mais modernos que a fogueira.
Se Rae fosse punida, o filme viraria um grande fracasso de bilheteria. Conclusão: no capitalismo, o lucro vem antes da ideologia.
Lindo e emocionante.Um casal que se ama verdadeiramente,mas o homem é casado com uma alcoólatra e tem dois filhos .A separação é muito complicada.Mas eles se amam com todas as forças.Fotografia e trilha sonora maravilhosa.John Gavin, lindo, sedutor, terno,carinhoso, tudo que uma mulher pode desejar.Recomendadíssimo.