Bad Asses de 2014, no Brasil Bad Ass 2: Ação em Dobro, é apenas um filme de ação para entreter. E digo isso porque ele praticamente não segue nada do primeiro filme.
A mina que ele tinha ficado e o filho dela simplesmente nem são citados aqui, como se nunca tivessem existido, e isso já cria uma sensação de desconexão imediata para quem assistiu ao original. Até o próprio motivo que leva o protagonista a ter um centro de boxe agora
aparece em uma explicação bem vaga, quase jogada, só para justificar a nova ambientação.
A adição de Danny Glover é boa — é Danny Glover, afinal — mas ao mesmo tempo dá uma certa tristeza. Ele está mais velho, claramente incapaz de fazer muitas das coisas que aparecem no filme, e ver isso em tela é meio melancólico. Dá para perceber uma dificuldade real de locomoção, um corpo cansado, o peso da idade… e isso num filme que já tem 11 anos, imagina como ele tá hoje, triste... Mesmo assim, vale pela presença dele, porque é um ator que carrega história, carisma e respeito, mesmo quando o papel exige ações que o físico dele já não acompanha.
Já Danny Trejo continua sendo aquele fenômeno estranho: o cara mais carismático sem ter o mínimo de carisma — e isso é bem controverso, eu sei… mas ele é diferenciado. Ele simplesmente funciona. Só que, pelo amor de Deus, tira essa barba e volta com o bigode. Misericórdia!
Melany Ochoa está muito fofinha como Julia, trazendo leveza e um toque emocional que o filme precisa para não virar apenas uma sequência de porradas e tiros.
E claramente é a adição necessária para criar um elo do personagem, na clássica cena de machucar alguém de sua família, ou alguém com quem ele se importa. Tanto que Vega não tem ninguém, é sozinho.
Agora, tem algumas coisas que precisam ser ditas: o filme trabalha muito com elementos óbvios, mas que, surpreendentemente, funcionam. O esconderijo que ele faz para a Julia já deixa claro desde o início que seria usado em algum momento — e claro que seria quando alguém invadisse a casa e ela precisasse se esconder lá. A pulseira que ele ganha também deixa evidente que teria uso futuro, assim como o rastreador que a Julia coloca no celular dele.
São aquelas coisas que você vê, identifica imediatamente que vão voltar a aparecer ou servir para algo lá na frente, mas ainda assim cumprem bem o papel dentro da narrativa.
Agora… pô, a granada certinho no helicóptero foi sacanagem. Aquilo ali é o tipo de cena que ultrapassa qualquer limite de suspensão de descrença possível, mas ainda assim provoca aquele sorrisinho de “então tá né”.
Mas pior foi o que veio depois: o canivete passando de um carro em movimento para outro carro em movimento, certinho na mão do condutor. O cara é foda mesmo.
No fim das contas, tirando tudo isso, é um bom passatempo. O filme é curto, tem boa ação, diverte, mesmo sendo bem longe da realidade e tendo um problema sério de continuidade. É aquele tipo de sequência que não se preocupa em evoluir nada, apenas entregar pancadaria e ritmo acelerado — e dentro dessa proposta, faz o serviço.
Um dos aspectos que chama atenção na segunda parte é a qualidade técnica da produção, com cenas bem elaboradas e a trilha sonora envolvente. Além disso, o enredo é mais definitivo e bem construído, com uma narrativa complexa e personagens cativantes, o que prende a atenção do espectador desde o início. Outro destaque fica por conta da mensagem que o filme passa. Uma abordagem crítica e reflexiva, o longa levanta discussões importantes sobre a sociedade em que vivemos, como a violência, a corrupção e a desigualdade social. Esses temas são tratados de maneira inteligente e impactante na direção de Craig Moss, o que torna o filme ainda mais relevante.
Além disso, A história consegue dosar de forma equilibrada ação, humor e o drama de forma harmoniosa, o que garante momentos de tensão, risadas e emoção em proporções adequadas. Isso faz com que a obra seja indicada para diferentes públicos, desde os que buscam um entretenimento mais leve até os que preferem uma trama mais profunda e desafiadora.
Destaco aqui, também, a importância da justiça e o confronto às teias da corrupção exploradas aqui, por sinal, de modo intenso durante todo momento. Permeando uma história relacionada à violência, desigualdade social, extrema violência e pobreza colhendo todo tipo de consequência negativa de tais problemas a vida das pessoas. Frank não teme desafiar o crime organizado e sua jornada serve como prova e critica contundente a realidade vivida. Ou seja, o filme não abre mão da criatividade e produz um forte engajamento social por trás. Por fim noto ainda a importância da cooperação, amizade, superação dos desafios que vão surgindo aos dois.Cada superação oferece uma lição ao espectador
Quanto aos personagens em si. Frank Vega continua sendo o protagonista da história e um homem corajoso, justo e determinado, que luta contra o crime organizado em um contexto de extrema violência e pobreza. Ele é um ex-militar e ex-lutador de artes marciais, e suas habilidades físicas são fundamentais para a realização de suas missões. Além disso, Frank é um homem resiliente, que já passou por muitas dificuldades ao longo da vida e, por isso, sabe lidar bem com os desafios que surgem em seu caminho. E dessa vez ele encontra Bernie Pope: amigo e parceiro de Frank, protagonizado por Danny Glover, sendo um homem mais velho, que já enfrentou muitos problemas ao longo da vida, mas nunca perdeu o senso de humor e a esperança. Ele acaba sendo mais uma figura paterna para Frank, sempre apoiando e aconselhando o amigo nos momentos difíceis. Fora sua ajuda durante seus planejamentos e ações, geralmente os personagens de Glover trazem alguma fobia natural que percebemos desde a época de sua participação em Predador 2 quando ele já demonstrava certa repulsa pela altura dos prédios (lembra?) e aqui o exemplo se repete mas com a agorafobia ( na cena do mercado). Vemos Carmen a sobrinha de Frank sendo uma jovem determinada e corajosa, que ajuda o tio em suas missões contra o crime organizado. Ela representa a nova geração de ativistas que lutam contra a violência e a corrupção. Forte decidida e enfrenta os perigos de frente. Por outro lado, Leandro Herrera interpretado por Andrew Divoff é o antagonista do filme líder do grupo de bandidos que Frank e seus amigos enfrentam. e sobretudo uma pessoa cruel, violenta e corrupta.
Basicamente tem a mesma história do primeiro, mas agora tem que vingar um garoto que foi assassinado envolvido com tráfico de drogas, Danny Glover foi uma boa adição e parceria com o Trejo.
Com um história bem parecida com antecessor o diferencial: esse tem um "reforço" a mais, a participação do Glover (Predador 2). O humor, mentiras e exageros está bem ao nível também do anterior, quem gostou do anterior vai gostar deste, mas no geral é um filme bem genérico facilmente irá esquecer.
Bad Asses de 2014, no Brasil Bad Ass 2: Ação em Dobro, é apenas um filme de ação para entreter. E digo isso porque ele praticamente não segue nada do primeiro filme.
A mina que ele tinha ficado e o filho dela simplesmente nem são citados aqui, como se nunca tivessem existido, e isso já cria uma sensação de desconexão imediata para quem assistiu ao original. Até o próprio motivo que leva o protagonista a ter um centro de boxe agora
A adição de Danny Glover é boa — é Danny Glover, afinal — mas ao mesmo tempo dá uma certa tristeza. Ele está mais velho, claramente incapaz de fazer muitas das coisas que aparecem no filme, e ver isso em tela é meio melancólico. Dá para perceber uma dificuldade real de locomoção, um corpo cansado, o peso da idade… e isso num filme que já tem 11 anos, imagina como ele tá hoje, triste... Mesmo assim, vale pela presença dele, porque é um ator que carrega história, carisma e respeito, mesmo quando o papel exige ações que o físico dele já não acompanha.
Já Danny Trejo continua sendo aquele fenômeno estranho: o cara mais carismático sem ter o mínimo de carisma — e isso é bem controverso, eu sei… mas ele é diferenciado. Ele simplesmente funciona. Só que, pelo amor de Deus, tira essa barba e volta com o bigode. Misericórdia!
Melany Ochoa está muito fofinha como Julia, trazendo leveza e um toque emocional que o filme precisa para não virar apenas uma sequência de porradas e tiros.
E claramente é a adição necessária para criar um elo do personagem, na clássica cena de machucar alguém de sua família, ou alguém com quem ele se importa. Tanto que Vega não tem ninguém, é sozinho.
Agora, tem algumas coisas que precisam ser ditas: o filme trabalha muito com elementos óbvios, mas que, surpreendentemente, funcionam. O esconderijo que ele faz para a Julia já deixa claro desde o início que seria usado em algum momento — e claro que seria quando alguém invadisse a casa e ela precisasse se esconder lá. A pulseira que ele ganha também deixa evidente que teria uso futuro, assim como o rastreador que a Julia coloca no celular dele.
Assim como a prematura morte do personagem Manny, que, ao descer aquela rampa no escuro, já ficou claro que seria encurralado por alguém.
Agora… pô, a granada certinho no helicóptero foi sacanagem. Aquilo ali é o tipo de cena que ultrapassa qualquer limite de suspensão de descrença possível, mas ainda assim provoca aquele sorrisinho de “então tá né”.
Mas pior foi o que veio depois: o canivete passando de um carro em movimento para outro carro em movimento, certinho na mão do condutor. O cara é foda mesmo.
No fim das contas, tirando tudo isso, é um bom passatempo. O filme é curto, tem boa ação, diverte, mesmo sendo bem longe da realidade e tendo um problema sério de continuidade. É aquele tipo de sequência que não se preocupa em evoluir nada, apenas entregar pancadaria e ritmo acelerado — e dentro dessa proposta, faz o serviço.
Assistido em 12/12/2025
Um dos aspectos que chama atenção na segunda parte é a qualidade técnica da produção, com cenas bem elaboradas e a trilha sonora envolvente. Além disso, o enredo é mais definitivo e bem construído, com uma narrativa complexa e personagens cativantes, o que prende a atenção do espectador desde o início.
Outro destaque fica por conta da mensagem que o filme passa. Uma abordagem crítica e reflexiva, o longa levanta discussões importantes sobre a sociedade em que vivemos, como a violência, a corrupção e a desigualdade social. Esses temas são tratados de maneira inteligente e impactante na direção de Craig Moss, o que torna o filme ainda mais relevante.
Além disso, A história consegue dosar de forma equilibrada ação, humor e o drama de forma harmoniosa, o que garante momentos de tensão, risadas e emoção em proporções adequadas. Isso faz com que a obra seja indicada para diferentes públicos, desde os que buscam um entretenimento mais leve até os que preferem uma trama mais profunda e desafiadora.
Destaco aqui, também, a importância da justiça e o confronto às teias da corrupção exploradas aqui, por sinal, de modo intenso durante todo momento. Permeando uma história relacionada à violência, desigualdade social, extrema violência e pobreza colhendo todo tipo de consequência negativa de tais problemas a vida das pessoas. Frank não teme desafiar o crime organizado e sua jornada serve como prova e critica contundente a realidade vivida. Ou seja, o filme não abre mão da criatividade e produz um forte engajamento social por trás.
Por fim noto ainda a importância da cooperação, amizade, superação dos desafios que vão surgindo aos dois.Cada superação oferece uma lição ao espectador
Quanto aos personagens em si. Frank Vega continua sendo o protagonista da história e um homem corajoso, justo e determinado, que luta contra o crime organizado em um contexto de extrema violência e pobreza. Ele é um ex-militar e ex-lutador de artes marciais, e suas habilidades físicas são fundamentais para a realização de suas missões. Além disso, Frank é um homem resiliente, que já passou por muitas dificuldades ao longo da vida e, por isso, sabe lidar bem com os desafios que surgem em seu caminho.
E dessa vez ele encontra Bernie Pope: amigo e parceiro de Frank, protagonizado por Danny Glover, sendo um homem mais velho, que já enfrentou muitos problemas ao longo da vida, mas nunca perdeu o senso de humor e a esperança. Ele acaba sendo mais uma figura paterna para Frank, sempre apoiando e aconselhando o amigo nos momentos difíceis. Fora sua ajuda durante seus planejamentos e ações, geralmente os personagens de Glover trazem alguma fobia natural que percebemos desde a época de sua participação em Predador 2 quando ele já demonstrava certa repulsa pela altura dos prédios (lembra?) e aqui o exemplo se repete mas com a agorafobia ( na cena do mercado).
Vemos Carmen a sobrinha de Frank sendo uma jovem determinada e corajosa, que ajuda o tio em suas missões contra o crime organizado. Ela representa a nova geração de ativistas que lutam contra a violência e a corrupção. Forte decidida e enfrenta os perigos de frente. Por outro lado, Leandro Herrera interpretado por Andrew Divoff é o antagonista do filme líder do grupo de bandidos que Frank e seus amigos enfrentam. e sobretudo uma pessoa cruel, violenta e corrupta.
Basicamente tem a mesma história do primeiro, mas agora tem que vingar um garoto que foi assassinado envolvido com tráfico de drogas, Danny Glover foi uma boa adição e parceria com o Trejo.
Com um história bem parecida com antecessor o diferencial: esse tem um "reforço" a mais, a participação do Glover (Predador 2).
O humor, mentiras e exageros está bem ao nível também do anterior, quem gostou do anterior vai gostar deste, mas no geral é um filme bem genérico facilmente irá esquecer.
Partindo para terceira parte.
Bom filme para você !!!!!!
Igual o primeiro, vale como um passatempo