Menina abandonada do gueto busca vingança depois de ter crescido e se tornado uma durona fora da lei enquanto médico americano deixado por esposa tenta recuperar seu colar de cachorro após ser educado na arte da porradaria por uma criança chamada Wesley Snipes.
No segundo filme deste diretor ugandense que vejo, já posso declarar-me encantado por ele: apesar de "mal-feitos", seus filmes possuem um 'modus operandi' muito próprio de execução e entendimento, de modo que, aqui, faz muito mais sentido a presença onisciente do VJ (que atua como os antigos 'benshi' japoneses). Os personagens são bem desenvolvidos aqui - as homenagens aos heróis hollywoodianos são ambíguas - os números musicais são emocionantes, as presenças infantis são muito corajosas e a trama possui desvios que justificam a comparação alinear com a melhor fase de Quentin Tarantino. Mas, se podemos comparar Nabwana I.G.G. a algum contador de estórias, a melhor opção talvez seja Honoré de Balzac: seus filmes concatenam-se entre si mais ou menos como os livros d' "A Comédia Humana". Fiquei impressionado com a recapitulação do desfecho e, ainda mais, com a cena chocante que acontece após os créditos finais. Cada segundo de ação da película é aproveitado. Alucinante ao extremo e com muita, muita, muita crítica social, ainda que disfarçada sob o jugo da comédia popular: puro marxismo africano levado às raias do extremo pragmático. Adorei, uau! Favorito, sem pestanejar: filme revolucionário! (WPC>)
Onde tem pra assistir?