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Data de lançamento
13 Out. 1973Duração
Fort Dupree, Dakota do Sul, 1959. Kit Carruthers (Martin Sheen) é um jovem peão psicologicamente desequilibrado, que mata o pai de Holly Sargis (Sissy Spacek), sua namorada de 15 anos, que não aprovava o relacionamento deles. Kit e Holly fogem juntos para Montana, enquanto Carruthers faz mais vítimas, o que faz a polícia ir em seu encalço.
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Uma história comum de um cara perturbado e uma típica adolescente com dedo podre para macho. Somasse a isso um filme arrastado e aí está o desperdício de uma boa história. Nota 7,0.
Eles levaram o uso do livre-arbítrio bem a sério...
25.03.26
BADLANDS
Direção: Terrence Malick
Ano: 1973
Assistido em: 08/03/2026
Eu tenho seríssimo problema com o Terrence Malick. Eu sei que ele é um diretor respeitado, sei que é um nome forte em Hollywood, mas eu não suporto os filmes dele. Acho todos extremamente chatos, arrastados e sonolentos. E esse problema não é de hoje. Antes eu ia assistir aos filmes dele com uma expectativa gigantesca, foi assim com The Thin Red Line (1998), foi assim com The New World (2005). Mas eu percebi que ele simplesmente não faz minha praia e que, por mais que seus filmes sejam elogiados, eu provavelmente não vou gostar. Ainda assim, eu tinha uma leve esperança em relação aos dois primeiros trabalhos dele, lançados antes do hiato de quase 20 anos que ele teve entre os anos 70 e 90. E agora chegou a hora de descobrir se, desde o começo da carreira, ele já tinha esse estilo de direção que tanto me irrita. E, para minha surpresa, não — ele não tinha.
No interior de Dakota do Sul, o jovem Kit, um coletor de lixo com comportamento frio e imprevisível, inicia um romance com Holly, uma adolescente de 15 anos. Quando o pai da garota descobre o relacionamento e tenta separá-los, Kit reage de forma violenta, dando início a uma fuga pelo interior dos Estados Unidos. Enquanto atravessam campos e pequenas cidades, os dois passam a viver como fugitivos, cometendo uma série de crimes e deixando um rastro de morte pelo caminho.
Badlands é um filme comum. Ele não tem aquelas cenas longas e contemplativas que exibem apenas paisagens bonitas enquanto frases feitas são ditas por cima. Não apela exclusivamente para voice-over nem ignora o diálogo entre os personagens. Também não fica preso em takes intermináveis de personagens se encarando em silêncio. Resumindo: é um filme relativamente convencional. Mesmo assim, já apresenta alguns vícios que Malick iria potencializar mais tarde. Por exemplo, temos uma narração sem necessidade, comentando o filme inteiro e entregando informações que poderiam perfeitamente ser reveladas através dos diálogos. Temos também um ritmo arrastado que logo começa a cansar quem está assistindo. Enfim, apesar de não ter todas as características que mais me incomodam na filmografia posterior dele, já é possível perceber a gênese de algo que, lá na frente, se tornaria um grande problema, pelo menos para mim.
A história do filme é levemente inspirada no caso real de Charles Starkweather, um spree killer que tocou o terror em Nebraska nos anos 50 com uma onda de assassinatos extremamente violentos. Tudo começou quando ele praticamente exterminou a família da própria namorada e obrigou a garota a fugir com ele pelos Estados Unidos, deixando uma trilha de mortes pelo caminho. Considerando que estamos falando de um crime ocorrido nos anos 50 e de um filme feito nos anos 70, eu esperava algo muito mais intenso. A história de Starkweather é praticamente um slasher pronto; nem seria preciso enfeitar muito. Como esse tipo de filme ainda estava em processo de nascimento naquela época, Malick acabou desperdiçando a oportunidade de transformar essa história em algo realmente marcante e optou por um drama comum, normal e sonolento.
O elenco do filme é muito bom, liderado pelos excelentes Martin Sheen e Sissy Spacek. Os dois conseguem dar alguma profundidade aos personagens, apesar de o roteiro oferecer pouquíssimo embasamento para praticamente tudo o que acontece. Você simplesmente vê Kit surtando e enlouquecendo sem que haja um verdadeiro catalisador para isso, e a questão nunca é realmente discutida. No fim das contas, muita coisa parece simplesmente acontecer sem grande elaboração.
Badlands era minha última esperança em relação ao trabalho de Malick. E sim, apesar de tudo o que critiquei, gostei muito mais dele do que de qualquer outro filme do diretor feito desde 1998 — porque, a partir dali, para mim, a coisa se torna indefensável. Ainda assim, não é um filme que me agradou completamente. No máximo, reforçou a conclusão a que já tinha chegado há muito tempo: Terrence Malick simplesmente não é um diretor para mim. O que me resta agora é manter a decisão que tomei antes, depois de assistir Knight of Cups (2015): manter a maior distância possível de qualquer novo trabalho dele.
Que moça irritante!