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Após ser expulso da Faculdade de Harvard e rejeitado pela família de sua namorada Langdon Towne (Robert Young) se embebeda num bar e passa a questionar o sistema colonial inglês, o que ocasiona um entrevero com às autoridades locais, sendo obrigado a fugir, juntamente com "Hunk" Marriner (Walter Bennan), para não ser preso, rumando para o oeste. Nessa jornada encontram o Major Rogers (Spenser Tracy) sendo convidado a viajar com seus soldados. A expedição militar contra os índios, aliados dos franceses, acaba se transformando em uma terrível batalha vitoriosa, mas com grande perda de vidas e na qual Langdon é ferido. Agora, eles estão a centenas de quilômetros de suas linhas, sem suprimentos e perseguidos pelos soldados franceses. Sem comida e após vários combates, os sobreviventes incluindo Rogers, Langdon e Hunk, tentam chegar ao ponto de encontro com as tropas ingleas, mas o que eles encontram é algo bem diferente...
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10.07.1990
Aventura dramática histórica da MGM em Technicolor indicada ao Oscar de melhor fotografia em cores. O filme foi baseado no romance de 1937 "Northwest Passage", de Kenneth Roberts (1885-1957). Houve outras versões desta mesma estória: Bandeirantes da Fronteira (59), Mission of danger (60) e Rio da fúria (61).
De acordo com relatos históricos, 204 homens juntos ao Major Rogers 'Rangers' partiram para São Francisco e 100 sobreviveram para voltar para casa. W.S. Van Dyke (1889-1943) foi designado para dirigir o filme antes de King Vidor (1894-1982). Van Dyke foi retirado do filme por causa de um conflito de agendamento e substituído por Vidor. Jack Conway (1887-1952) acabou filmando algumas cenas adicionais também. A passagem bíblica que Rogers cita, "A voz daquele que clama no deserto...", é de Isaías 40: 3. O filme ia ser filmado em 2 partes, mas como era muito caro, desistiram da sequência.
Uma condensação melhor do que justa da primeira parte do livro, ainda um capítulo rico, bem interpretado e emocionante da história pré-nacional. Embora pareça ser uma versão convencionalmente heróica (e racista) da vitória do Ocidente, a veemência das atitudes anti-índias de Spencer Tracy (1900-1967) é deliberadamente perturbadora. Surpreendentemente corajoso e realista de proporções épicas dos primeiros pioneiros liderados pelo oficial Rogers.
Ótima narrativa de King Vidor com as destacadas atuações de Tracy e Walter Brennan, no entanto o filme erra ao tentar passar por heróis homens que cometem um terrível genocídio.
Expressiva realização baseada no livro de Kenneth Roberts sobre soldados e seu líder estóico (Tracy) enfrentando duradouras dificuldades e frustrações enquanto abrem caminho para um novo território na América Colonial. Young e Brennan são novatos que aprendem duras lições sob as ordens do Major Tracy. Grandes cenas de batalhas com os indígenas, bela trilha sonora de Herbert Stothart assim como a fotografia em Technicolor de William V. Skall e Sidney Wagner indicada ao Oscar.
Não menos do que 12 roteiristas contribuíram com o texto final de Laurence Stallings e Talbot Jennings, e o resultado disto está escancarado na tela com uma narrativa frouxa e tão perdida quanto seus personagens. Pior: apresenta moral reprovável e uns traços xenofóbicos que não podem passar em branco, como o papel conferido aos índios, que mesmo quando estão ao lado dos mocinhos, são relegados à segundo plano.
Evidentemente que há certo prazer em acompanhar Spencer Tracy enfrentando a fome e tentando manter seus bandeirantes unidos apesar dos pesares, o que jamais apaga os defeitos da narrativa de King Vidor, que é tão pouco coesa e focada quanto é o roteiro.