Documentário com o grande nome do cinema brasileiro, Eduardo Coutinho. Algumas imagens de filmes do cineasta são revisitadas, assim como reflexões formadas a partir de suas obras, sobre o Brasil e ética.
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"A troco de que eu me levanto de manhã? Para quê? Eu tenho que arranjar um troço, senão eu me mato. Também não me mato porque eu quero viver, mas também eu posso me deixar morrer, né? Então... Isso é foda! A troco de que tem sentido viver? Eu, viver! Não o outro. Não é a Teresa de Calcutá. Eu."
A sinceridade de Coutinho era única.O diretor conseguia ser tão natural nas palavras e feitos que dificilmente errava em alguma pergunta.Documentário que só comprova que é um dos maiores cineastas do país.
>Assistido em 08 de Novembro de 2023
Ainda que a entrevista com Coutinho tenha lá seus bons momentos, o documentário é muito irregular, não se aprofunda nem na vida nem na obra do cineasta.
O chamariz é imediato: uma entrevista com o Eduardo Coutinho: Imperdível! Porém, há algo de estranho no modo como o filme se organiza: como se a pesquisa pessoal do diretor estivesse sendo forçosamente conformada à estrutura fílmica, que, ainda assim, revela-se parca, dependendo ele de tantos trechos de obras do diretor, que o resultado definitivo parece o que chamamos de "filme de montagem". Com inúmeros méritos, claro. Com uma ótima edição. Porém, a tese não deslancha: "é sempre o mesmo filme, mas também outro filme". Cada vez que ouvia isso, ficava chateado com o tom de autodescoberta diante de um truísmo tão elementar. Afinal, esta definição de autoria é antecedente ao próprio documentário, e aplica-se a quaisquer objetos, desde que saibamos comparar, conjugar, mancomunar... Os espelhamentos são artificiais, em muitas situações, ainda que, obviamente, os pontos de contato, sejam imensos, variegados. E é lindo ouvir aquele velhinho tão inteligente falar, com sua voz tonitruante, seus cigarros fumados em assombrosa continuidade, seus sorrisos inauditos. Irregular, mas proveitoso. (WPC>)
Ouvir o Coutinho falando é uma onda. É como alguém próximo, que pode não se concordar com tudo e ainda sim está tudo bem, pois é assim. Muito bacana