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Jake Remy (Warren Oates) comanda uma gangue de bandidos em fuga para o México depois de um roubo bem sucedido. No seu caminho existe um rio transponível apenas por meio de uma barcaça. O barqueiro, Travis (Lee Van Cleef), se recusa a ser intimidado em fornecer transporte para a gangue e escapa através do rio com a maioria da população local - deixando Remy e sua gangue pra trás. O impasse começa quando os dois grupos percebem que deixaram pessoas do lado errado do rio.
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17-08-2026
Todo filme com Lee Van Cleef é imperdível. Este foi mais um, inesperado e divertido, com boa trama, ação. O desenrolar do filme vai fácil.
Visto em 21/05/2026.
Um barqueiro, Travis (Lee Van Cleef), que conduz passageiros de um lado a outro de um rio no Oeste americano, na divisa com o México, recusa-se a ajudar um grupo de criminosos desalmados, liderado por Remy (Warren Oates). Eles acabaram de assaltar um banco a poucas milhas de lá e precisam atravessar o rio. O bando toca o terror ameaçando a população, enquanto Travis reúne aos poucos os moradores do vilarejo para levá-los até a outra margem. Quando o barqueiro é feito prisioneiro dos algozes, planeja virar o jogo e acabar com a farra dos bandidos.
Faroeste sujo e violento rodado nos Estados Unidos, com fortes traços do western spaghetti, feito no auge do cinema bangue-bangue da Itália. Inclusive com uma figura frequente desses filmes, Lee Van Cleef, com sua cara de mau, olhar ameaçador e aquele bigode único. Cleef, que fazia papéis de bandidos, como o ‘Angel Eyes’ (ou ‘The bad’), de ‘Três homens em conflito’ (1966), primeiro filme da Trilogia do Dólar de Sérgio Leone, aqui é o salvador, um barqueiro solitário que trabalha duro e tenta salvar um vilarejo de perigosos bandidos, levando-os, em fuga, de um lado a outro de um rio na divisa com o México. Cada minuto conta, enquanto a ameaça de um bando de criminosos aumenta. Warren Oates, ator dos filmes duros de Sam Peckinpah, como ‘Meu ódio será sua herança’ (1969) e ‘Tragam-me a cabeça de Alfredo Garcia’ (1974) - um de meus diretores favoritos, interpreta o vilão, o bandido cruel que desafia o barqueiro e inicia uma onda de violência na região. Com muita ação, tiros para todos os lados, uma fotografia de cores quentes – já que os personagens enfrentam a insolação no rio, chama a atenção os closes sorrateiros no rosto dos personagens, recurso utilizado com frequência no faroeste italiano. Para quem gosta desse gênero ‘morto’, o western, que ficou no passado, vale ver – a direção é de Gordon Douglas (1907-1993), um cineasta versátil, que fez de tudo um pouco, mas ficou reconhecido pelo cinema policial, parte dele noir.
PS - Existem duas versões de ‘Barquero’ em termos de metragem: a mais violenta, de 115 minutos, e uma com cortes, de 109 minutos, essa a única disponível no Brasil. Saiu em DVD pela Versátil Home Video no box ‘Cinema faroeste – vol.4’ contendo outros cinco longas, como ‘O homem do oeste’ (1958) e ‘Fúria selvagem’ (1971). Uma curiosidade: o título é ‘Barquero’, em função das origens espanholas do personagem principal, Travis.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspot com
Lee Van Cleef é um ator estupendo!
Esperei mais do filme, porque tendo Lee Van Cleef, achei que seria excelente
O primeiro ato do filme é primoroso, lembrando muito os faroestes italianos que faziam sucesso na época com muita violência e montagem ágil. Mas o segundo ato, assim como os personagens, fica parado, sem ter para onde ir. Além disso o roteiro não desenvolve os personagens em todo seu potencial. O vilão de Warren Oates fica gritando e resmungando o tempo todo. Já seu braço direito (Kerwin Mathews) se sai melhor como um homem educado que quer (aparentemente) deixar a vida do crime e voltar para a Europa. E Lee Van Cleef faz um homem contido como vários outros que já tinha feito.
Depois de um segundo ato tão maçante o desfecho consegue surpreender mas não o suficiente para compensar o marasmo anterior. Sobrou apenas a promessa de uma obra-prima.