o filme é gigante, mas precisava ser kubrick pega uma vida inteira e conta tudo com uma calma tremenda, como se cada plano fosse uma pintura, acompanhado de uma trilha sonora belíssima
talvez um dos filmes mais diferentes da carreira dele (dos que já assisti) e justamente por isso, um dos que mais me impressionaram
Achei a história bem arrastada. Essa narração estragou alguns acontecimentos. Quando finalmente terminou, eu já estava de saco cheio! Não dá nem pra dizer q serve.
Começa sendo um garoto ingênuo e romântico, determinado e até corajoso, e na segunda metade do filme, após se casar, se revela um cara frio, traidor, ambicioso e grotesco.
Mas o filme é, como já disseram, uma pintura viva, quadros de época se desenham na tela enquanto ganham sutis movimentos. Belíssimo, caprichado e aguçador, e apesar de lento o filme te prende. A cena do duelo final é primorosa,
o barulho dos pombos daquele local parece incômodo tal qual a situação tensa vivida pelos personagens, e você sente um jogo de possibilidades se desenrolar na situação de forma à preender sua atenção total, mesmo com o ritmo lento do momento.
Extremamente bem realizado no aspecto técnico! Fotografia que parece as grandes obras de arte deste período (Séc. XVIII), figurino e cenários impecáveis. O realismo de tudo que vemos neste filme é quase inacreditável. A história se passa de forma fria e nos faz refletir sobre as ações do personagem principal e suas motivações que mudam a medida que ele vai conhecendo o mundo a sua volta!
"Ele queria que seu filho tivesse a posição de um príncipe. E ele gastou uma fortuna para realizar essa ambição." - Narrador, sobre a única paixão sincera de Barry, que, ironicamente, o leva à ruína
O jovem irlandês impetuoso e romanticamente tolo se dissolve no aristocrata frio, perdulário e cruel
Usa a beleza para ilustrar a decadência moral
O uso de lentes Zeiss 50mm f/0.7, desenvolvidas para a NASA, permitiu a Kubrick filmar cenas inteiramente à luz de velas, alcançando um naturalismo visual sem precedentes. Cada quadro é uma pintura barroca
A recriação histórica é imaculada. Dos figurinos à arquitetura, dos costumes sociais à etiqueta, um documento de imersão total
A frieza deliberada, o ritmo glacial e a narração irônica não são falhas, mas as ferramentas primárias de Kubrick para comunicar sua visão sobre a insignificância humana diante das marés da história
A fusão de música de época (Handel, Mozart) com peças anacrônicas (o Trio para Piano No. 2 de Schubert) cria uma paisagem sonora de melancolia sublime, com a "Sarabande" de Handel funcionando como o réquiem de Barry
o filme é gigante, mas precisava ser
kubrick pega uma vida inteira e conta tudo com uma calma tremenda, como se cada plano fosse uma pintura, acompanhado de uma trilha sonora belíssima
talvez um dos filmes mais diferentes da carreira dele (dos que já assisti) e justamente por isso, um dos que mais me impressionaram
Achei a história bem arrastada. Essa narração estragou alguns acontecimentos.
Quando finalmente terminou, eu já estava de saco cheio! Não dá nem pra dizer q serve.
Fui pegando um ranso do personagem principal!
Começa sendo um garoto ingênuo e romântico, determinado e até corajoso, e na segunda metade do filme, após se casar, se revela um cara frio, traidor, ambicioso e grotesco.
o barulho dos pombos daquele local parece incômodo tal qual a situação tensa vivida pelos personagens, e você sente um jogo de possibilidades se desenrolar na situação de forma à preender sua atenção total, mesmo com o ritmo lento do momento.
Extremamente bem realizado no aspecto técnico! Fotografia que parece as grandes obras de arte deste período (Séc. XVIII), figurino e cenários impecáveis. O realismo de tudo que vemos neste filme é quase inacreditável. A história se passa de forma fria e nos faz refletir sobre as ações do personagem principal e suas motivações que mudam a medida que ele vai conhecendo o mundo a sua volta!
"Ele queria que seu filho tivesse a posição de um príncipe. E ele gastou uma fortuna para realizar essa ambição." - Narrador, sobre a única paixão sincera de Barry, que, ironicamente, o leva à ruína
O jovem irlandês impetuoso e romanticamente tolo se dissolve no aristocrata frio, perdulário e cruel
Usa a beleza para ilustrar a decadência moral
O uso de lentes Zeiss 50mm f/0.7, desenvolvidas para a NASA, permitiu a Kubrick filmar cenas inteiramente à luz de velas, alcançando um naturalismo visual sem precedentes. Cada quadro é uma pintura barroca
A recriação histórica é imaculada. Dos figurinos à arquitetura, dos costumes sociais à etiqueta, um documento de imersão total
A frieza deliberada, o ritmo glacial e a narração irônica não são falhas, mas as ferramentas primárias de Kubrick para comunicar sua visão sobre a insignificância humana diante das marés da história
A fusão de música de época (Handel, Mozart) com peças anacrônicas (o Trio para Piano No. 2 de Schubert) cria uma paisagem sonora de melancolia sublime, com a "Sarabande" de Handel funcionando como o réquiem de Barry
Determinismo Vs. Livre-Arbítrio. A Ilusão da Mobilidade Social. A Corrupção da Ambição. A Indiferença do Universo.
A escolha estilística que privilegia a observação intelectual em detrimento do envolvimento passional
A passividade de Ryan O'Neal é perfeita. Ele é um homem sendo levado pela vida. A maioria das pessoas é apenas um Barry Lyndon sem a peruca
O Narrador é o Maior Fofoqueiro do Século XVIII
Soberba (o desejo de nobreza) e Avareza (a busca pelo dote).
Uma atmosfera de um determinismo quase pessimista que, embora sirva ao propósito artístico, por vezes obscurece a luminosidade da Esperança cristã.
Barry busca a felicidade nas coisas criadas (riqueza/status), falhando em entender que só o Incriado satisfaz a alma.
Um tratado sobre a futilidade, a ambição e a indiferença cósmica, pintado com luz natural e celuloide