Dirigido por
Data de lançamento
7 Fev. 2003Duração
1887. Chon Wang, que já pertenceu à guarda imperial chinesa, é agora xerife em Carson City, Nevada. Seu amigo Roy O'Bannon, está vivendo em Nova York, onde divide seu tempo escrevendo suas supostas aventuras, sendo garçom e se envolvendo com diversas mulheres. Wang, fica sabendo que seu pai, que era guardião do selo imperial, foi assassinado quando o palácio imperial foi invadido, com o selo sendo roubado. Chon Lin, a irmã de Wang, tentou usar em vão sua destreza em artes marciais para salvar o pai e deter os invasores. Apesar dos chineses invadirem o palácio, que fica na Cidade Proibida, foi Nelson Rathbone, um membro da realeza que é o 10º na cadeia sucessória, quem comandou a invasão e assassinou seu pai. Chon Lin, descobre que o assassino fugiu para Londres, então ela viaja para a cidade. Seu irmão, juntamente com Roy, viaja para a Inglaterra para se encontrar com ela. Em pouco tempo os três descobrem uma conspiração para matar a Rainha Vitoria e os outros oito membros da realeza, que estão na frente de Rathbone, na cadeia sucessória. Rathbone, está sendo ajudado por Wu Chan, o filho bastardo do imperador da China, que precisa do selo imperial como parte do seu plano para ganhar o controle da nação.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Inferior ao primeiro, mas muito engraçado ainda.
Em Shanghai Knights (2003), lançado no Brasil como Bater ou Correr em Londres, eu sinto que o filme mantém o nível do primeiro filme, algo que não é simples em continuações desse tipo. A dinâmica entre Chon Wang (Jackie Chan) e Roy O’Bannon (Owen Wilson) continua funcionando muito bem, preservando o carisma, o humor e a química que já haviam sido estabelecidos anteriormente, agora transportados para um novo cenário, o que dá um fôlego extra à narrativa.
A adição de Lin (Fann Wong) acrescenta a trama, trazendo não só um novo objetivo emocional para Chon Wang (Jackie Chan), mas também ampliando o universo do filme. Além de ser uma personagem importante para o desenvolvimento da história, é impossível não destacar a beleza de Lin (Fann Wong), que chama atenção em cena e contribui para o apelo visual da produção, sem que isso sobreponha sua função narrativa.
O filme acerta muito na boa ambientação, figurinos, utilizando Londres vitoriana de forma estilizada, quase caricata, mas extremamente divertida. A direção de arte e o cuidado com os cenários ajudam a diferenciar essa continuação do primeiro longa, criando situações novas e visualmente interessantes, ao mesmo tempo em que mantém o espírito aventuresco e cômico da franquia.
Gosto bastante da referência a Charlie Chaplin, com um personagem que leva esse nome (Aaron Taylor-Johnson), que surge dentro da narrativa como um jovem marginalizado da Londres vitoriana. A escolha do nome funciona como um detalhe curioso dentro da trama e se encaixa bem no contexto histórico apresentado pelo filme.
Outro ponto curioso é a referência a Jack the Ripper em Whitechapel, que funciona bem como contextualização, já que o filme se passa na mesma época, na Londres da era vitoriana, especificamente em Whitechapel, tornando a menção coerente com o período histórico retratado.
Só agora eu percebi a referência no nome do personagem de Jackie Chan, Chon Wang, que é uma homenagem direta a John Wayne. Sonoramente é praticamente igual, e como a história tem raízes no Velho Oeste, esse nome foi claramente proposital. É um detalhe inteligente, quase escondido, e eu nunca tinha ouvido falar disso antes, o que torna a experiência ainda mais interessante ao revisitar o filme.
Vale também destacar a presença de Wu Chow (Donnie Yen). Na época, talvez Donnie Yen ainda não fosse tão conhecido do grande público ocidental, mas sua participação é marcante. Ele interpreta um vilão com forte presença física e habilidade marcial evidente. Curiosamente, Donnie Yen também interpretou o Mestre Ip Man (Donnie Yen) na franquia Ip Man (2008), conhecida no Brasil como O Grande Mestre, o que hoje torna sua participação em Shanghai Knights ainda mais interessante de ser revisitada com outro olhar.
No geral, Shanghai Knights (2003) consegue expandir o universo iniciado em Shanghai Noon (2000) sem perder identidade. A comédia funciona, a ação é bem coreografada, os personagens são carismáticos e o filme entende exatamente o que ele quer ser: um entretenimento leve, bem produzido e cheio de referências cinematográficas.
Assistido em 20/12/2025
Bater ou Correr em Londres (2003)
Jackie Chan no auge das acrobacias e Owen Wilson no auge das piadas sem filtro.
A continuação de “Bater ou Correr em Pequim” não é nenhum clássico, mas mistura ação criativa com humor escrachado de um jeito divertido.
Tem seus momentos bons.
Um filme chato de comédia de ação e artes marciais onde "Jackie Chan reencontra Owen Wilson para muito mais do mesmo, só que dessa vez em Londres" longe de ser meu preferido, muito pelo contrário, sempre preterido, mas bora maratonar filmes da Disney chatos, pelo menos trabalho numa concentração maior enquanto rola o filme… Deve ser divertido produzi-los, mas do que assisti-los, que é um verdadeiro sacrifício para mim… Amo Chan, mas o filme é pouco divertido, longo, chatinho e bobo...