Nos meus anos 80 quando eu era moleque, a gente sonhava em ser o Homem-Aranha, o Homem de Ferro, o Capitão América, o Thor... a gente brincava o dia inteiro com isso! Quando a noite caía, a brincadeira mudava: abria-se a caixa do fundo da estante e vinham os jogos de tabuleiro, e o Batalha Naval era o rei da bagunça.
Eu sempre quis ver um filme dos Vingadores na tela grande. Mas a verdade? Eu nunca imaginei que alguém um dia teria a audácia de fazer um filme sobre o jogo de Batalha Naval! Só que o que eu jamais esperava é que, em maio de 2012, a indústria do cinema colocaria esses dois mundos da minha infância pra brigar até a morte no mesmo fim de semana na bilheteria.
E foi uma chacina. Os executivos da Universal tiveram a brilhante ideia de lançar esse gigante contra o fenômeno dos Vingadores. Mas nada e nem ninguém tinha chance! Eu fui ver a Marvel duas vezes no cinema e nem quis saber desse "Aquaplay" na época. E quando eu finalmente assisti, tive que dar o braço a torcer: que puta filme divertido!
"Battleship: A Batalha dos Mares" começa todo clichezão, mas depois explode na ação! O Peter Berg entregou um pipocão de alto nível, com fotografia limpa, computação gráfica de peso e um elenco foda. Tem o Liam Neeson impondo respeito como almirante, o Alexander Skarsgård como o irmão exemplar da Marinha, a Rihanna surpreendendo como atiradora casca-grossa e a Brooklyn Decker fazendo a gente derreter na frente da tela de tão gata.
E a sacada pra adaptar o jogo? Genial! A cena em que eles usam as boias de rastreamento de tsunami pra mapear a grade no oceano e dar os tiros no cego é pura nostalgia! Isso sem falar no clímax épico, onde os velhos veteranos reativam o histórico USS Missouri da Segunda Guerra pra peitar a frota alienígena ao som de "Thunderstruck" do AC/DC. É o puro suco do cinema de ação sem vergonha de ser feliz!
E nas cenas de ação, o filme não decepciona! As sequências de combate marítimo são um espetáculo de destruição tátil: os projéteis alienígenas girando e triturando o aço dos navios, explosões na água com peso de verdade e a artilharia pesada dos canhões de 406mm fazendo o oceano tremer. É tiro, porrada, correria e metal se retorcendo do começo ao fim!
O filme tinha tudo pra dar certo, mas carregava duas maldições fatais: bater de frente com a Marvel... e ter o Taylor Kitsch no papel principal! O cara é um baita ator, mas mano, que cara pé-frio! Tudo o que ele tocava na época pegava uma mironga nervosa (X-Men Origens: Wolverine, John Carter). O coitado precisava de um exorcismo pesado pra tirar a zica do pé!
No fim das contas, "Battleship: A Batalha Naval" é um filmaço de ação que foi injustamente esmagado pelo péssimo timing dos estúdios. Merecia uma sorte muito maior nos cinemas, tendo possíveis sequências, mas vai ser sempre lembrado por ter entrado no ringue com a Marvel e perdido feio. Mas para mim "Batalha Naval" sempre vai ser um puta filme de respeito, mesmo tendo afundado nas bilheterias.
A Batalha dos mares é uma mistura de Titanic, Homem de Ferro e Transformers, rsrs. Se você tiver muito tempo sobrando, assista, de uma chance como passa tempo. Caso contrário, procure filmes melhores. É um filme bom, sem dúvidas ele diverte e te entretém bem, mas a história é um pouco "avulsa", de difícil entendimento, principalmente no começo (só depois do meio do filme você vai entender bem mais ou menos do que se trata a estoria). O que salva são as cenas de guerra, a atuação do elenco (principalmente da Rihanna, na qual eu esperava que seria um fracasso tremendo, mas que me surpreendeu se for contado o fato dela não ser uma "atriz" verdadeiramente falando, o que ajudou mesmo foi seu pouco tempo de tela) & efeitos especiais muito bem feitos pra época. No fim, é uma ficção, mas que talvez tenha sido lançada fora da época, pois tinham muitos filmes melhores em seu ano que simplismentemente ofuscaram essa que é obra bem mais ou menos!
Battleship – A Batalha dos Mares [2012]: muito barulho para pouca batalha
Transformar Batalha Naval em filme já parecia uma missão ingrata. Transformá-lo em um blockbuster de ficção científica com alienígenas, patriotismo militar e explosões em escala industrial parecia impossível. Battleship prova que, às vezes, o impossível é apenas uma questão de orçamento.
A Hasbro percebeu o sucesso de Transformers e decidiu aplicar a mesma fórmula a outra de suas marcas: pegar uma propriedade conhecida, inventar uma história ao redor dela e despejar milhões de dólares em efeitos especiais. O problema é que um jogo baseado em descobrir coordenadas e afundar navios não possui exatamente personagens, mitologia ou conflitos esperando para serem adaptados.
Então o filme simplesmente joga tudo na água: uma invasão alienígena, a Marinha americana, exercícios militares internacionais, um protagonista rebelde, romance, veteranos de guerra e uma quantidade impressionante de patriotismo.
Taylor Kitsch interpreta Alex Hopper, um sujeito impulsivo que aparentemente precisa enfrentar alienígenas para finalmente aprender a respeitar hierarquia. E esse é praticamente o arco dramático do personagem. O roteiro tenta transformar sua irresponsabilidade em conflito emocional com o irmão e com o futuro sogro, mas nenhum desses relacionamentos ganha profundidade suficiente para fazer diferença.
Alexander Skarsgård e Liam Neeson aparecem como figuras de autoridade, mas são desperdiçados em personagens cuja principal função parece ser olhar para Alex com desaprovação. Neeson, especialmente, parece ter sido contratado para fazer aquilo que Liam Neeson faz em praticamente qualquer blockbuster: entrar em cena, falar com voz grave e transmitir autoridade.
Do lado alienígena, a situação é ainda mais problemática. Os invasores chegam, destroem coisas e matam pessoas, mas o filme nunca consegue construir uma motivação minimamente interessante para eles. São apenas alvos perfeitos para os heróis americanos destruírem. Não existe ambiguidade, personalidade ou sequer curiosidade genuína sobre quem eles são.
E isso mata boa parte da tensão. Para uma história de invasão, Battleship nunca consegue fazer você realmente se importar com o conflito. Os humanos são genéricos e os alienígenas são máquinas de guerra sem personalidade. É difícil torcer, temer ou se emocionar quando nenhum dos lados desperta qualquer sentimento.
As cenas de ação também não ajudam. Existe muita coisa acontecendo na tela, mas quase nada realmente memorável. Explosões, navios sendo atingidos, mísseis voando e câmeras tremendo em velocidade máxima. É espetáculo pelo espetáculo, claramente tentando reproduzir a escola Michael Bay sem entender que Transformers já tinha problemas suficientes com essa fórmula.
E a propaganda militar é tão evidente que, em certos momentos, parece que o filme deveria terminar com um link para inscrição na Marinha. Os soldados são tratados como heróis impecáveis, os veteranos recebem sua grande homenagem e qualquer crítica ou complexidade desaparece em favor de discursos patrióticos.
Rihanna até ganha destaque no elenco, mas sua presença parece muito mais uma decisão de marketing do que uma escolha artística. Sua personagem simplesmente existe para preencher espaço entre uma explosão e outra. Brooklyn Decker também recebe pouco material além do papel obrigatório de interesse amoroso, enquanto Gregory D. Gadson é colocado em uma posição de destaque que, apesar da importância simbólica, evidencia ainda mais a fragilidade das atuações.
O mais curioso é que existe uma ideia potencialmente divertida escondida aqui: uma batalha naval contra uma força alienígena, usando estratégia, limitações de comunicação e o próprio conceito do jogo como elemento narrativo. Isso poderia ter rendido um blockbuster inteligente e criativo.
Mas o filme prefere apertar o botão da pirotecnia.
No fim, Battleship é exatamente o tipo de produção que surge quando Hollywood confunde uma marca conhecida com uma boa história. Tem dinheiro, escala, atores famosos, efeitos e navios explodindo — só não tem um roteiro à altura de tudo isso.
A Hasbro queria encontrar seu próximo Transformers. Encontrou apenas um filme que passa duas horas fazendo barulho, gastando milhões e tentando desesperadamente convencer o público de que existe uma grande aventura escondida dentro de um jogo de tabuleiro.
No caso de Battleship, o encouraçado não apenas afundou.
Ele já saiu do porto fazendo água.
Nota: 4/10
FATO IMPORTANTE: A verdadeira força não está nas pernas, e sim na vontade de continuar lutando!
O soldado amputado que aparece no filme Battleship não é interpretado por um simples ator - ele é um herói de verdade. Gregory D. Gadson perdeu as duas pernas em combate e serviu por mais de 20 anos no Exército dos EUA, atuando em missões como Tempestade no Deserto, Enduring Freedom e Iraque. Ele não fez um papel, ele mostrou que a verdadeira força não está nas pernas, e sim na vontade de continuar lutando.
Nos meus anos 80 quando eu era moleque, a gente sonhava em ser o Homem-Aranha, o Homem de Ferro, o Capitão América, o Thor... a gente brincava o dia inteiro com isso! Quando a noite caía, a brincadeira mudava: abria-se a caixa do fundo da estante e vinham os jogos de tabuleiro, e o Batalha Naval era o rei da bagunça.
Eu sempre quis ver um filme dos Vingadores na tela grande. Mas a verdade? Eu nunca imaginei que alguém um dia teria a audácia de fazer um filme sobre o jogo de Batalha Naval! Só que o que eu jamais esperava é que, em maio de 2012, a indústria do cinema colocaria esses dois mundos da minha infância pra brigar até a morte no mesmo fim de semana na bilheteria.
E foi uma chacina. Os executivos da Universal tiveram a brilhante ideia de lançar esse gigante contra o fenômeno dos Vingadores. Mas nada e nem ninguém tinha chance! Eu fui ver a Marvel duas vezes no cinema e nem quis saber desse "Aquaplay" na época. E quando eu finalmente assisti, tive que dar o braço a torcer: que puta filme divertido!
"Battleship: A Batalha dos Mares" começa todo clichezão, mas depois explode na ação! O Peter Berg entregou um pipocão de alto nível, com fotografia limpa, computação gráfica de peso e um elenco foda. Tem o Liam Neeson impondo respeito como almirante, o Alexander Skarsgård como o irmão exemplar da Marinha, a Rihanna surpreendendo como atiradora casca-grossa e a Brooklyn Decker fazendo a gente derreter na frente da tela de tão gata.
E a sacada pra adaptar o jogo? Genial! A cena em que eles usam as boias de rastreamento de tsunami pra mapear a grade no oceano e dar os tiros no cego é pura nostalgia! Isso sem falar no clímax épico, onde os velhos veteranos reativam o histórico USS Missouri da Segunda Guerra pra peitar a frota alienígena ao som de "Thunderstruck" do AC/DC. É o puro suco do cinema de ação sem vergonha de ser feliz!
E nas cenas de ação, o filme não decepciona! As sequências de combate marítimo são um espetáculo de destruição tátil: os projéteis alienígenas girando e triturando o aço dos navios, explosões na água com peso de verdade e a artilharia pesada dos canhões de 406mm fazendo o oceano tremer. É tiro, porrada, correria e metal se retorcendo do começo ao fim!
O filme tinha tudo pra dar certo, mas carregava duas maldições fatais: bater de frente com a Marvel... e ter o Taylor Kitsch no papel principal! O cara é um baita ator, mas mano, que cara pé-frio! Tudo o que ele tocava na época pegava uma mironga nervosa (X-Men Origens: Wolverine, John Carter). O coitado precisava de um exorcismo pesado pra tirar a zica do pé!
No fim das contas, "Battleship: A Batalha Naval" é um filmaço de ação que foi injustamente esmagado pelo péssimo timing dos estúdios. Merecia uma sorte muito maior nos cinemas, tendo possíveis sequências, mas vai ser sempre lembrado por ter entrado no ringue com a Marvel e perdido feio. Mas para mim "Batalha Naval" sempre vai ser um puta filme de respeito, mesmo tendo afundado nas bilheterias.
A Batalha dos mares é uma mistura de Titanic, Homem de Ferro e Transformers, rsrs. Se você tiver muito tempo sobrando, assista, de uma chance como passa tempo. Caso contrário, procure filmes melhores. É um filme bom, sem dúvidas ele diverte e te entretém bem, mas a história é um pouco "avulsa", de difícil entendimento, principalmente no começo (só depois do meio do filme você vai entender bem mais ou menos do que se trata a estoria). O que salva são as cenas de guerra, a atuação do elenco (principalmente da Rihanna, na qual eu esperava que seria um fracasso tremendo, mas que me surpreendeu se for contado o fato dela não ser uma "atriz" verdadeiramente falando, o que ajudou mesmo foi seu pouco tempo de tela) & efeitos especiais muito bem feitos pra época. No fim, é uma ficção, mas que talvez tenha sido lançada fora da época, pois tinham muitos filmes melhores em seu ano que simplismentemente ofuscaram essa que é obra bem mais ou menos!
Battleship – A Batalha dos Mares [2012]: muito barulho para pouca batalha
Transformar Batalha Naval em filme já parecia uma missão ingrata. Transformá-lo em um blockbuster de ficção científica com alienígenas, patriotismo militar e explosões em escala industrial parecia impossível. Battleship prova que, às vezes, o impossível é apenas uma questão de orçamento.
A Hasbro percebeu o sucesso de Transformers e decidiu aplicar a mesma fórmula a outra de suas marcas: pegar uma propriedade conhecida, inventar uma história ao redor dela e despejar milhões de dólares em efeitos especiais. O problema é que um jogo baseado em descobrir coordenadas e afundar navios não possui exatamente personagens, mitologia ou conflitos esperando para serem adaptados.
Então o filme simplesmente joga tudo na água: uma invasão alienígena, a Marinha americana, exercícios militares internacionais, um protagonista rebelde, romance, veteranos de guerra e uma quantidade impressionante de patriotismo.
Taylor Kitsch interpreta Alex Hopper, um sujeito impulsivo que aparentemente precisa enfrentar alienígenas para finalmente aprender a respeitar hierarquia. E esse é praticamente o arco dramático do personagem. O roteiro tenta transformar sua irresponsabilidade em conflito emocional com o irmão e com o futuro sogro, mas nenhum desses relacionamentos ganha profundidade suficiente para fazer diferença.
Alexander Skarsgård e Liam Neeson aparecem como figuras de autoridade, mas são desperdiçados em personagens cuja principal função parece ser olhar para Alex com desaprovação. Neeson, especialmente, parece ter sido contratado para fazer aquilo que Liam Neeson faz em praticamente qualquer blockbuster: entrar em cena, falar com voz grave e transmitir autoridade.
Do lado alienígena, a situação é ainda mais problemática. Os invasores chegam, destroem coisas e matam pessoas, mas o filme nunca consegue construir uma motivação minimamente interessante para eles. São apenas alvos perfeitos para os heróis americanos destruírem. Não existe ambiguidade, personalidade ou sequer curiosidade genuína sobre quem eles são.
E isso mata boa parte da tensão. Para uma história de invasão, Battleship nunca consegue fazer você realmente se importar com o conflito. Os humanos são genéricos e os alienígenas são máquinas de guerra sem personalidade. É difícil torcer, temer ou se emocionar quando nenhum dos lados desperta qualquer sentimento.
As cenas de ação também não ajudam. Existe muita coisa acontecendo na tela, mas quase nada realmente memorável. Explosões, navios sendo atingidos, mísseis voando e câmeras tremendo em velocidade máxima. É espetáculo pelo espetáculo, claramente tentando reproduzir a escola Michael Bay sem entender que Transformers já tinha problemas suficientes com essa fórmula.
E a propaganda militar é tão evidente que, em certos momentos, parece que o filme deveria terminar com um link para inscrição na Marinha. Os soldados são tratados como heróis impecáveis, os veteranos recebem sua grande homenagem e qualquer crítica ou complexidade desaparece em favor de discursos patrióticos.
Rihanna até ganha destaque no elenco, mas sua presença parece muito mais uma decisão de marketing do que uma escolha artística. Sua personagem simplesmente existe para preencher espaço entre uma explosão e outra. Brooklyn Decker também recebe pouco material além do papel obrigatório de interesse amoroso, enquanto Gregory D. Gadson é colocado em uma posição de destaque que, apesar da importância simbólica, evidencia ainda mais a fragilidade das atuações.
O mais curioso é que existe uma ideia potencialmente divertida escondida aqui: uma batalha naval contra uma força alienígena, usando estratégia, limitações de comunicação e o próprio conceito do jogo como elemento narrativo. Isso poderia ter rendido um blockbuster inteligente e criativo.
Mas o filme prefere apertar o botão da pirotecnia.
No fim, Battleship é exatamente o tipo de produção que surge quando Hollywood confunde uma marca conhecida com uma boa história. Tem dinheiro, escala, atores famosos, efeitos e navios explodindo — só não tem um roteiro à altura de tudo isso.
A Hasbro queria encontrar seu próximo Transformers. Encontrou apenas um filme que passa duas horas fazendo barulho, gastando milhões e tentando desesperadamente convencer o público de que existe uma grande aventura escondida dentro de um jogo de tabuleiro.
No caso de Battleship, o encouraçado não apenas afundou.
Ele já saiu do porto fazendo água.
Nota: 4/10
FATO IMPORTANTE: A verdadeira força não está nas pernas, e sim na vontade de continuar lutando!
O soldado amputado que aparece no filme Battleship não é interpretado por um simples ator - ele é um herói de verdade. Gregory D. Gadson perdeu as duas pernas em combate e serviu por mais de 20 anos no Exército dos EUA, atuando em missões como Tempestade no Deserto, Enduring Freedom e Iraque. Ele não fez um papel, ele mostrou que a verdadeira força não está nas pernas, e sim na vontade de continuar lutando.
Brabo, joguei muito na infância
Filme p muito bom, Super recomendo!