O diretor Daniel Nolasco imergiu no BDSM em 2019 com o documentário "Mr. Leather". Contudo, para mim, o Nolasco sim fez o que o Phelipe Vieira comentou abaixo: "Pra uma obra sobre BDSM, é higienizado demais.". Diferente dali, Leo Tabosa traz em "Baunilha" um olhar sem medo, profundo e que me fez sentir angústia, respiração entrecortada e sufocamento. Quer maior imersão do que sentir fisicamente o que a tela expõe? Trazer esse personagem central, triste, melancólico, perdido em sentimentos e ao mesmo tempo liberto das amarras sociais (lindo paradoxo!), é um elemento de empatia público-obra que funcionou.
A sinopse soa um tanto demeritória em relação à defesa subjetiva do filme, que se destaca justamente por não ser julgamental. É um olhar centrífugo, coroando mais um belíssimo exemplar da trilogia ainda inacabada sobre a ausência, por parte de seu mui talentoso diretor. O perfil do protagonista é ótimo: delicado, sutil e heterodoxo na abordagem do sadomasoquismo fetichizado, aqui apresentado em toda a sua suavidade passional. Muito gracioso! (WPC>)
Pra uma obra sobre BDSM, é higienizado demais. Como filme, é um troço falho pra cacete. Já como peça informativa, é presunçoso e arrogante em muitos níveis. Enfim, horrível.
Legalzinho pra conhecer melhor o BDSM.
O diretor Daniel Nolasco imergiu no BDSM em 2019 com o documentário "Mr. Leather". Contudo, para mim, o Nolasco sim fez o que o Phelipe Vieira comentou abaixo: "Pra uma obra sobre BDSM, é higienizado demais.". Diferente dali, Leo Tabosa traz em "Baunilha" um olhar sem medo, profundo e que me fez sentir angústia, respiração entrecortada e sufocamento. Quer maior imersão do que sentir fisicamente o que a tela expõe? Trazer esse personagem central, triste, melancólico, perdido em sentimentos e ao mesmo tempo liberto das amarras sociais (lindo paradoxo!), é um elemento de empatia público-obra que funcionou.
A sinopse soa um tanto demeritória em relação à defesa subjetiva do filme, que se destaca justamente por não ser julgamental. É um olhar centrífugo, coroando mais um belíssimo exemplar da trilogia ainda inacabada sobre a ausência, por parte de seu mui talentoso diretor. O perfil do protagonista é ótimo: delicado, sutil e heterodoxo na abordagem do sadomasoquismo fetichizado, aqui apresentado em toda a sua suavidade passional. Muito gracioso! (WPC>)
Pra uma obra sobre BDSM, é higienizado demais.
Como filme, é um troço falho pra cacete.
Já como peça informativa, é presunçoso e arrogante em muitos níveis.
Enfim, horrível.