Blackout é um thriller intenso, centrado na vida de Matty (Matthew Modine), um dos maiores astros de cinema do mundo. Cercado por câmeras e sufocado pelos fãs, ele refugia-se no mundo do álcool e das drogas. Sua situação piora quando é abandonado por Annie (Beatrice Dalle), seu verdadeiro amor. Deprimido, Matty perde completamente os sentidos e o senso de realidade; entra em blecaute psicológico. Dezoito meses mais tarde, encontramos Matty vivendo em Nova Iorque com a bela Susan (Claudia Schiffer), onde parece ter se livrado inteiramente do passado. É ai que ele começa a ser assombrado por pesadelos onde aparece cometendo um crime. Aterrorizado pela possibilidade de ser um assassino, Matty torna-se obcecado por descobrir a verdade. Retorna, então, a Miami, para desvendar o mistério. Será que a verdade irá ruir as vidas de todos os que vivem ao seu redor?
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Talvez tenha sido o filme do Ferrara que vi que mais conseguiu me remeter à sensação de estar preso em um pesadelo, algo que ele mira sempre mas neste Blackout ele exerce esta sensação com muita competência, esta interação entre cinema e vídeo funcionou demais. Ainda teimo um tanto com o Ferrara por sentir que seus filmes não decolam, ele cria grandes atmosferas mas ainda acho que ele tem pouco a dizer sobre seus universos.
No primeiro contato com este filme, as sobreposições visuais e mnemônicas não funcionaram tanto comigo. Conhecia pouco sobre o estilo e as obsessões do diretor. Na revisão, já adulto e emocionalmente treinado, fui arrebatado: revi este filme depois de lidar com a aparição de um escorpião na sala de minha casa. Parece um gatilho trivial, mas obrigou-me a revisar os erros recentes de minha vida. E, neste sentido, apesar de o protagonista não ser suficientemente empático, identificamo-nos com a sua angústia, com o seu desespero. O catolicismo aparece em âmbito videográfico, quase como um manifesto culpado. Béatrice Dalle está linda. Sarah Lassez também. A trilha musical é mui característica. E, por mais triste que pareça, há algo de redentor naquele desfecho. Mexeu muito comigo: fiquei arrebatado! (WPC>)
Horrível
Abel ferrara aqui revisita os temas favoritos de sua filmografia: a culpa, os vícios, o desejo de mudança e a redenção que não vem. Entristece que o trabalho desse mestre do cinema seja tão subestimado, aqui temos mais uma pérola dele pouco reconhecida.
A mente embaralhada e os pesadelos do protagonista ditam a narrativa de forma angustiante, o plot twist é inteligente e eleva toda a aflição do drama. Matthew Modine e Dennis Hopper estão muito bem no filme.
Tinha tanta expectativa quanto a este filme... O pior que já assisti, sem dúvida alguma.