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Rossellini acompanha a trajetória de Pascal, dos 17 anos até sua morte precoce, mostrando seus célebres estudos de Matemática e Geometria, incluindo a criação da primeira calculadora mecânica; seus trabalhos revolucionários sobre o vácuo, os fluidos e a pressão atmosférica; sua relação com o Jansenismo e a concepção de suas principais obras filosófico-religiosas. Com austeridade, ternura e realismo, Rossellini realizou um filme de extrema beleza sobre os conflitos religiosos e filosóficos de um personagem histórico fascinante.
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Interessante o filme que mostra inclusive aposta de Pascal.
Filme deliciosamente didático sobre a vida do grande filósofo francês que desde cedo demonstrou grande aptidão para as ciências exatas.
O grande momento e fundamental do filme é o encontro entre Blaise Pacal e René Descartes, este, um racionalista alinhado a Baruch Spinoza que viam a existência de Deus na Natureza e não aquela "inventada" pelos homens para atender os interesses dos poderosos. Contrariamente a Pascal que via a razão como uma benção divina. Interessante que esta visão religiosa de uma cabeça voltada para as ciências exatas, paradoxalmente, aprofundava a crença da ressurreição. O filme é muito interessante.
Saúdo a todos que já assistiram esse filme, porque quem teve essa oportunidade não perdeu tempo, pelo contrário o adquirio com mais experiência de uma forma mais holística e sólida. Assim, para quem já se colocou a disposição de assistir o filme caberia uma oportunidade para ler a sua obra prima: "Os pensamentos". Quem mergulha dentro de seus pensamentos apreende um pouco sobre quem é o homem, a sociedade, suas próprias dificuldades, medos e certezas. É um grande filósofo! É um filósofo que dá os primeiros indícios de uma subjetividade mais aguçada. Considero-o a ponte entre a filosofia medieval e a moderna. Conheçam-no!
Gostei da produção, bastante naturalista, principalmente os cenários. E o roteiro (ou a direção) se preocupa de maneira notável em exprimir as condições de existência dos personagens, o que louvável em um filme de época. Mas, de maneira geral, não gostei da direção, principalmente por conta do estatismo da filmagem que, apesar de privilegiar os elementos do cenário e dar evidência às atuações, torna o filme demasiadamente "teatral", se é que isso faz sentido. Os grandes monólogos e os espaços vazios em algumas cenas o torna cansativo e dispersivo.
Ver Decartes falando me deu a impressão de ver Descartes falando.
Contexto do filme: Normandia e Paris de meados do século XVII, posteriormente à Guerra dos Trinta Anos e suas consequências políticas. Época de Luís XIV, do Cardeal Richelieu, da Fronda e de Mazarin.