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Data de lançamento
24 Junho 2011Duração
Zainub Khan foi considerada culpada pela Justiça do Paquistão e está para ser enforcada. Seu último desejo é contar sua história aos meios de comunicação, e após aprovação, ela relata como sua família foi obrigada a deixar Delhi em 1948 e re-locada para Lahore. Este é o lugar onde seu pai, Sayed Hashmutallah Hakim Khan,casado com Suraiya, na esperança de gerar um filho, acabou com 7 filhas. A 8ª criança acabou por ser um hermafrodita e Hashmutullah o queria morto, mas Suraiya insiste que ela não vai deixar ninguém saber de forma a não envergonhar o marido. Eles o chamaram Saifullah, e contrataram um tutor para ensinar-lhe em casa. Depois de um casamento fracassado, Zainub retorna para a casa e percebe que o tutor molesta seu irmão e pede-lhe para sair. Com a diminuição da renda de seu pai, incapaz de frequentar a escola, seu irmão ignorante, Saifullah é, então compelido a procurar emprego. As coisas vão mudar rapidamente quando Saqa (um cafetão) fará uma proposta para Sayed Hashmutallah Hakim Khan que vai mudar a vida de todos para sempre.
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Uma história que mostra a realidade da vida difícil, em que nascer mulher, num lugar onde mulher é tratada com desprezo . È uma história muito emocional, assisti por curiosidade em saber como é o cinema do Paquistão, e tive uma grata surpresa em ver um enredo forte e comovente, pois são fatos que acontecem na vida real, mas todo o elenco foram ótimos na atuação.
É um tapa na cara da sociedade. A pergunta feito no filme infelizmente ainda deve ser feita. O machismo, homofobia,fanatismo religioso, o direito da escolha da mulher... Temas que ainda hoje devem ser levados em conta, seja no Paquistão, ou no Brasil. Super indico ver a triste realidade de milhões de mulheres no mundo.
Pergunta pertinente a que Zainub faz.
Interessante porque retrata um mundo diferente do nosso, com tradições fortes, religião, mas mesmo assim é algo que acontece em qualquer lugar. O rigor em tratar os filhos e a a esposa, a hipocrisia da religião, a justiça falha, o preconceito, o machismo, enfim, isso acontece no mundo todo, só que lá é terrível por conta da cultura que é fincada na religião onde os homens têm o poder de tudo.
Concordo plenamente com o fato de que se não tem como cuidar, amar, alimentar, dar educação a um filho não o tenha, como Zainub disse: será mais um "mendigo", ter filho não é brincadeira, é uma responsabilidade séria e que exige mudança interna e externa. Bol é um filme que explora diversos temas, tirando algumas firulas é um filme muito bom.
Bol nos mostra uma realidade vivida por mulheres no Paquistão. Uma realidade tão longe da nossa que nos choca, nos emociona nos faz chorar e admirar essas mulheres. Não imagino sequer por um momento vivendo a vida dessas mulheres. A pergunta que o filme traz é no mínimo polêmica mas nos puxa abruptamente para uma realidade na vida de tantos. Algumas cenas nos partem o coração e nos fazem chorar mas vale cada segundo.
Filme maravilhoso, atuações maravilhosas num elenco essencialmente de estreantes.
Bol foi o melhor filme que vi esse ano. Ele traz a tona tudo que as pessoas fazem questão de esconder numa sociedade como fanatismo religioso, machismo, homofobia, entre outros. O papel da mulher num lugar como este é principalmente sobreviver...sobreviver no nascimento pois as pessoas não querem filhas, sobreviver aos maus tratos, escapar de estupros e afins e chegar a idade adulta pra ser dada com dote para alguma família e ai começa as mazelas de esposa, a obrigação de fazer filhos machos enfim a pergunta do filme é... Por que é apenas crime matar e não dar à luz? será que dar a luz a vários filhos que você não pode alimentar e que vão passar por tudo isso que descrevi não seria tão crime quanto matar. Acho que o nome do filme é perfeito porque Bol significa Fale.