A incrivelmente rica escritora Sissy Goforth (Elizabeth Taylor) vive sozinha com suas criadas e enfermeiras numa ilha do Mediterrâneo, onde ela cria as suas próprias regras. Seus dias consistem em ditar a sua biografia e implorar por injeções.
É então que chega à ilha Chris Flanders (Richard Burton), conhecido como "o anjo da morte", um charmoso homem que tem o hábito de "visitar" infelizes mulheres pouco antes de suas mortes. E também lhe aparece seu vizinho, conhecido como "A Bruxa de Capri" (Noel Coward), e juntos eles partilharão de um jantar que mudará suas vidas...
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Talvez haja algum brilhantismo neste peculiar filme que ao meu ver soa muito mais como histérico, esquisito e forçado. Saio dele com uma sensação de incompletude, especialmente a despeito de sua real temática ou intenção que transita entre O Sétimo Selo e Quem tem medo do Virginia Wolf. Obviamente não se compara a nenhuma de suas referências.
Produção inglesa que foi baseada na peça de Tennessee Williams (1911-1983) "The milk train doesn't stop here anymore" que, por sua vez, foi baseado no conto de Williams "Man bring this up road". A peça falhou na Broadway, fechando em 16 de março de 1963 após apenas 69 apresentações. O longa foi filmado na Ilha da Sardenha, em Capo Caccia, Cartoe beach, Lazio e Roma, na Itália. As paisagens deslumbrantes são o ponto forte deste filme.
Tennessee Williams afirmou que esta foi a melhor versão cinematográfica de qualquer uma de suas peças que já foi produzida. O resto do mundo não pareceu concordar, pela produção monumentalmente cara que explodiu nas bilheterias. O primeiro filme britânico mainstream a incluir o palavrão "merda" em seu diálogo. O 8° de 11 filmes em que Dame Elizabeth Taylor (1932-2011) e Richard Burton (1925-1984) estrelaram juntos. Joseph Losey (1909-1984) fez o filme como um oratório, em planos longos e lentos. "Boom" é o som onomatopeico das ondas batendo nas rochas. Divertida participação do anão Michael Dunn (1934-1973), que de vez em quando encontro em algum filme e ele nunca me decepcionou.
A mulher mais rica do mundo, Flora 'Sissy' Goforth, que espera a morte de um mal incurável, recebe a visita de um poeta cínico, Chris Flanders, conhecido como "anjo da morte".
Acho que houve erro na escalação do elenco, pois nem Taylor era tão velha como a Sissy deveria ser e tampouco o Burton o homem sedutor e anjo da morte Chris Flanders. Apesar dos dois se amarem na vida real, eu não ví a mesma química como quando contracenaram em Quem tem medo de Virginia Woolf. Além disso Elizabeth Taylor, nessa fase (mais ou menos em 1968) parece sempre usar a mesma expressão facial do Papel de Virginia Woolf. Ela realmente fez um papel incrível em "Quem tem medo de virginia woolf" mas nos outros filmes que assisti dessa mesma época como por exemplo "Megera Domada" ;"Reflections in a Golden Eye" ela grita muito e é muito exagerada assim como neste. Simplesmente não me encantou....
Simplesmente não me encantou.
A primeira metade é deslumbrante: Elizabeth Taylor divando, direção de arte chocante, uso de músicas que se mesclam de uma maneira atordoante, interpretações exageradas e fabulosas, mas... Do meio para o final, não consegui manter o interesse! A direção é ótima, mas o roteiro nem tanto... Não elenco-o entre os melhores do Losey, apesar de muitas de suas obsessões (formais, sobretudo) estarem cravadas aqui! (WPC>)