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Data de lançamento
4 Set. 2025Duração
Veneno é um jovem errante que vive entre restaurantes à beira de estrada, oferecendo favores sexuais a caminhoneiros para conseguir dinheiro. Um dia, em necessidade urgente de uma carona, ele conhece Muñeco, um caminhoneiro reservado, marcado por problemas como alcoolismo e drogas. Os dois iniciam uma viagem pelo norte do México: o que começa como algo puramente pragmático - uma carona em troca de companhia - logo se transforma em uma conexão emocional intensa.
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"No Caminho (2025)" tem uma fotografia linda, que valoriza cada ambiente. Ainda mais sendo um filme com tantas cenas externas, me senti como se eu estivesse viajando ali com aqueles dois. Gostei que o roteiro vai entregando flashbacks do protagonista aos poucos e suas ações do passado explicam e fazem sentido com a forma com que ele age no presente. Esse é daqueles filmes em que os personagens fazem escolhas arriscadas e estão em perigo o tempo todo, o que me fez ficar aflito por eles. Fiquei surpreso com a quantidade de nudez explícita, não é algo que se vê todo dia em filmes, mas aqui fez sentido, não chega a ser gratuito, é uma forma de demonstrar a sexualidade (ou sua descoberta) de certo personagem.
Assisti no dia 14/09/26
O roteiro, em muitos momentos, é bem "O Dono do Morro Cadeirante e a Fisioterapeuta", mas a fotografia e a direção são os diferenciais aqui.
É um filme bem cru e com um tom de nada nunca ficará bem. Queria ter gostado mais do filme.
Que ótima construção esse filme possui. Ele começa aproximando dois personagens de forma bem casual e vai explorando aquela realidade de viver na estrada com os clichês (reais) de homens rústicos vivendo uma vida heteronormativa. Mas a sensibilidade e poesia está sempre ali, mesmo entre nudez, virilidade e sexo ocasional. Há um momento muito interessante
em que Veneno se sente assustado e com medo e pede pra abraçar o Muñeco e, mais tarde, quando o próprio Muñeco conhece um lado vulnerável do rapaz, sente necessidade de protegê-lo, é ele quem o abraça.
Também existe um olhar interessante em tratar a virilidade como algo de poder e controle e
a gente vê Muñeco ser mutilado justamente no seu "símbolo de virilidade"
Tem aquele momento bonito deles dançando que geralmente em um filme assim significa a quebra de tensão, um sopro de alívio em meio ao caos ou o último momento "calmo" que os personagens têm antes de tudo desandar.
Por último, mas importante mencionar, o final um pouco mais poético e menos óbvio
aquela cena, obviamente não acontece de verdade, tanto que o Muñeco entra no caminhão e não tem ninguém no banco carona e só depois de ver a foto é que o Veneno aparece ao seu lado. A gente ali já sabe que se passaram 4 meses desde a mutilação e a prisão e nessa elipse temporal o Muñeco buscou saber sobre Veneno, conheceu a mãe dele, ficou sabendo que ele pegou 20 anos e recebeu aquela foto dele criança, mas a gente não tem como saber se aquele diálogo aconteceu em algum momento que Muñeco foi visitá-lo na prisão ou se é um diálogo fantasioso que Muñeco tem com frequência e que talvez eles nem tenham se falado desde a prisão. Talvez Muñeco fantasia esse diálogo justamente pela incerteza da reação de Veneno, tanto que ele lhe pede desculpas. O filme já tinha mostrado cenas que não aconteceram naquele momento e sem dizer com todas as letras que se tratava de lembranças (a gente foi descobrindo isso ao longo do filme)
É um filme bem cru. Ele não chega a ser visceral, não tem cenas de muito sangue ou violência explícita, o que pra mim é um ponto positivo, embora entre em contraste com as cenas de nudez e sexo que são bem visuais
En el camino. Um bom filme... Eu recomendo sim!...