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Data de lançamento
19 Out. 1984Duração
Joanna é uma bem-sucedida estilista de modas durante o dia. À noite, sai às ruas de peruca loira e é conhecida no submundo como a prostituta China Blue. É à noite que ela realiza todas as suas fantasias. China é perseguida por um reverendo psicopata que deseja salvá-la do pecado. Bobby, frustrado no casamento com Amy, é quem irá descobrir o segredo de China Blue, interessando-se por ela.
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Ken Russel dirigiu algumas coisas inusitadas durante sua carreira e Crimes de Paixão se encaixa dentro delas, mas infelizmente pouquíssima coisa aqui se salva. Certamente o espectador em diversos momentos do longo levanta a seguinte pergunta: “O que estou assistindo aqui?”.
* (Ruim)
Ruim,cheio de exageros e bizarrice.
- Anthony Perkins é um ator sensacional, ele engole o filme em todas as cenas que aparece
- Kathleen Turner também está ótima, que personagem interessante, devia ter mais tempo de tela e ser mais aprofundada
- só o pseudo protagonista que é fraco, o filme derrapa bastante quando ele aparece em tela, devia ter focado mais nos outros dois
- ainda tentando entender como aquele consolo é tão letal
- Anthony Perkins é um ator sensacional, ele engole o filme em todas as cenas que aparece
- Kathleen Turner também está ótima, que personagem interessante, devia ter mais tempo de tela e ser mais aprofundada
- só o pseudo protagonista que é fraco, o filme derrapa bastante quando ele aparece em tela, devia ter focado mais nos outros dois
- ainda tentando entender como aquele consolo é tão letal
Tem Alguns Spoilers...
Joanna Crane (Kathleen Turner), é uma designer de moda badalada, que depois que bate o cartão se transforma em "China Blue", uma prostituta que oferece muito mais que sexo, mas verdadeiras terapias aos seus clientes, encenando fantasias e tabus, desse povo safado. No meio dessa putaria, temos o Reverendo Peter Shayne (Anthony Perkins), um pastor que é obcecado por China Blue, num misto de atração e repulsa, coisa que Freud explica. E Bobby Grady (John Laughlin), um investigador particular com a vida conjugal no velório, que vai investigar a Joanna, descobre seu segredo, mas pira na puta e ela por ele.
Parece a descrição de uma esquina qualquer de "Sin City", mas "Crimes de Paixão" é do Ken Russell, mesmo. Um diretor que sempre teve seus filmes no mundo do sexo, crimes e paixões. Quando eu vi os nomes de Kathleen Turner e Anthony Perkins, achei que o filme jogaria gasolina na TV de tubo e no vídeo cassete, com cenas de sexo e loucura, matando a gente assistindo. Mas essa gasosa é de álcool 46%, assim como o filme que tem cenas malucas de insinuações de sexo, mas com uma história fraca, bizarra e genérica.
Ken Russell, sempre faz filmes fora da curva, polêmico e cheio dos experimentalismo, ele fez história nos anos 60 e 70, com filmes que deixavam a censura maluca, tem o musical "Tommy" na carteira e virou a minha cabeça e ganhou meu coração, com a obra prima oitentista, "Viagens Alucinantes". Mas foi só. "Crimes de Paixão" esta muito distante do que eu esperava.
Pastor punheteiro, voyeur e psicopata, com uma arma, que puta merda. Jason Voorhees tem um facão, Freddy Krueger tem sua luva com garras, Leatherface tem a serra elétrica, Michael Myers tem uma faca, Chucky, sei lá, tem um Lego e Peter Shayne tem o quê? Um vibrador elétrico cortante! E tem um altar China Blue, num quarto secreto colado ao dela, onde ele se desidrata alucinadamente.
As coisas que ele fala, o visual Jesus Cristo e as cenas finais, são dessas doideras que o Ken Russell, apresenta nos seus filmes, que faz a alegria de muita gente com essa vibe alternativa de cinema. Eu não estava preparado pra isso, e acabei me decepcionando muito com tudo que vi.
Kathleen Turner, estava alucinada com sua "China Blue" e Anthony Perkins, irreconhecível com vivendo o pastor psicopata. Pareciam que todos estavam matando cachorro a grito, devendo pra máfia, pro açougue, padaria e bar. Mas não, "Crimes de Paixão" é fora da curva mesmo, é o estilo do Ken Russell, em que mais uma vez, acabei não curtindo muito ("Os Demônios" de 1971, foi a mesma coisa).
Mas tem coisa boas no filme (coisas malucas inclusive), Kathleen Turner é um mulherão que me hipnotiza sempre que vejo, sou fã da Annie Potts (Amy Grady), que sempre terá meu coração por causa da Janine dos "Caça Fantasmas". Mas é só.
Esquecer o pastor psicopata que o Anthony Perkins, fez é preciso rsrsrs...