Dirigido por
Duração
Um simples encontro entre Alice(Sarah Pratt), uma inglesa de 30 e poucos anos, e um garoto francês(Gilles Guillain) de 16, rapidamente se transforma em muito mais do que uma noite a bordo de um navio. Enquanto a conversa se desenrola, fica claro que apesar de os dois não terem nada em comum, a tensão sexual é evidente. Quando eles finalmente se deixam levar pelo desejo, uma grande surpresa aparece, fazendo o espectador se perguntar quem realmente seduz quem.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Sou obcecado pela diretora, mas demorei para reconhecê-la aqui. Entretanto, quando as suas marcas registradas saltam aos olhos, o filme cresce bastante - e acaba, de maneira relativamente atípica, em sua exacerbação romanesca. Achei os diálogos pedantes em seu revanchismo de gênero ("nós, as mulheres" x "vocês, os homens", numa conjuntura que não escamoteia o classismo) e os personagens pouco suportáveis (sobretudo, o garoto - o que é intencional, já que trata-se de uma trama sobre maturação emocional). O sexo surge como a comunicação possível, o que é recorrente na obra da diretora, a restauração de alguma organicidade em meio aos óbices contemporâneos do Capitalismo. Irregular e fastidioso, mas com breves instantes de prazer: tão pontuais quanto bem-vindos! (WPC>)
É quase um anti-Breillat, o que acho bem ousado da parte dela. Talvez tenha sido um experimento dela, necessário, pra que ela pudesse saber que definitivamente esse não é o cinema que queria fazer. De qualquer forma, é filmaço, a cena do sexo (e a história por trás dela) é, no mínimo, pitoresca. Grande revelação que foi Guilles Guillain.
se Rohmer fosse de esquerda:
agradeço por ter visto
um paradoxo resume: os diálogos, forçadíssimos para servir de veículo para as ideias (do diretor, imagino) terminam por parecer naturais -- graças, imagino, à capacidade de compreensão dos dois atores acerca de seus personagens. Seus olhares convencem mesmo quando o que estamos ouvindo soa meio falso. veja-se por exemplo, o discurso da mulher sobre os homens: a estar certa, é ela o homem aqui... mas não dá pra levar muito longe essa reflexão porque o espírito dos dois é o mesmo, todo manipulador. ficam belas imagens da vida fátua (sim, como o fogo) de bons momentos de sedução a partir de toques sutis sobre a mesa interrompidos para o aplauso, mãos dadas que se afastam e voltam a se dar, bocas que se aproximam e se afastam etc. a reflexão é ligeira como o próprio encontro. a semelhanca com before sunrise mostra que, mesmo entre os muito diferentes, a permissividade a todos iguala, essa falta completa de desejo de resistir a qualquer tipo de desejo, falta de compromisso com o compromisso, autocomplacência: todo mundo preocupado em julgar os outros sem qualquer capacidade de examinar-se a si mesmo