Dirigido por
Data de lançamento
19 Nov. 1945Duração
Laura (Celia Johnson) e Alec (Trevor Howard) se conhecem por acaso em uma estação de trem, quando ele remove um cisco do olho dela. Ele é um médico, ela é uma dona de casa. Ambos são de classe média, têm meia-idade e são razoavelmente felizes em seus casamentos. Em pouco tempo passam a se encontrar todas as quintas-feiras, mas apenas como bons amigos. Gradativamente surge uma paixão mútua e eles continuam a se encontrar regularmente, apesar de saberem que este amor é impossível.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Se eu fosse definir esse filme em uma palavra, seria ¨elegante¨; tudo, desde os modos de agir dos personagens, até o modo como a história é contada e o desfecho, são de uma elegancia muito criativa e legal de se ver. Mesmo em 2026, continua sendo um filme super interessante.
Uma obra poética, emotiva e sensível.
O filme conta um dilema vivido por duas pessoas casadas que se encontram de forma absolutamente preparada pelo destino e constroem uma conexão que vai além de um envolvimento superficial.
O roteiro e as atuações possuem uma delicadeza incomum e a todo momento temos situações que deixam uma sensação agridoce na trama.
Tudo o que acontece com os dois personagens é muito natural, nos envolve e nos faz querer ver mais desses encontros, assim como os personagens anseiam pelo próximo dia em que vão se ver e ter a companhia um do outro.
O tom melancólico que dita o filme do início ao fim torna a experiência mais envolvente.
Assistido em 05 de junho de 2026.
Nota: 8/10
03.07.2026
Obra-prima! Lindo, lindo, lindo. Maravilhoso.
Vencedor do Grande Prêmio do Festival no Festival de Cannes, em uma época que não existia ainda a Palma de Ouro e vários filmes recebiam o prêmio. Um filme extremamente corajoso, de uma sensibilidade muito acima da média e com um belo desfecho. O machismo da época era tão impregnado que dizem que o ator Trevor Howard não conseguia entender seu personagem e teve dificuldades para incorporar o papel. O filme é baseado em uma peça de Noël Coward (Still Life) que se passava praticamente toda na estação de trem. Lean ampliou a história e cortou a cena do último encontro entre o casal que chegou a ser filmada, mas achou que terminava melhor como ficou sendo aprovado pelo autor da peça depois. A cena em que a mulher chata entra e não para de falar é a representação perfeita da sociedade metendo o bedelho em tudo, que funciona muito bem hoje em tempos de Instagram. O filme, lançado do final da Segunda Guerra representa bem o sentimento da época, de vidas interrompidas e não vividas. David Lean em toda a sua melhor forma.
BLOG: ORÁCULO ALCOÓLICO
INSTAGRAM: @filmestrangeiros