Tá, confesso: quando botei Mais que Amigos pra rodar pela segunda vez, achei que ia ser diferente. Que eu ia perceber as falhas com mais clareza, que o encanto ia diminuir. Spoiler: não diminuiu. Bobby continuando sendo aquele tipo de gay irritante que você odeia mas secretamente entende demais, Aaron sendo lindo e emocionalmente constipado do jeito que só homens musculosos conseguem ser, e a química dos dois ainda funcionando mesmo quando o roteiro insiste em sabotar tudo com monólogos sobre teoria queer no meio de uma cena romântica. Na segunda assistida você percebe que o caos é intencional — e que funciona, mesmo quando não deveria. O que realmente brilha quando você já sabe o final é a camada de referências culturais escondidas em cada cena. O museu LGBTQ+ sendo construído no meio da trama não é só enfeite — é praticamente uma tese acadêmica disfarçada de plot device, e na segunda vez você ri mais porque você pega mais. O elenco completamente queer faz diferença que você sente na textura das interações, naquele tipo de intimidade que só aparece quando as pessoas em cena realmente conhecem aquele universo por dentro. Ah, e quando Aaron admite que não sabe músicas de Mariah Carey? Continuou sendo o maior crime cometido em tela em 2022. O filme ainda tropeça nos mesmos lugares — ainda tenta abraçar o mundo e acaba abraçando o ar em alguns momentos, ainda é verboso demais quando podia simplesmente deixar o silêncio trabalhar. Mas na segunda vez isso incomoda menos, porque você já tá ali pelo prazer mesmo, não pela perfeição. Mais que Amigos é daqueles filmes que você defende no grupo do WhatsApp sabendo que metade das pessoas nem foi ao cinema ver. E sabe o que é mais irônico? O fato de um filme sobre a dificuldade de ser visto ter sido tão invisível nas bilheterias diz mais sobre o público do que sobre o filme.
Achei bem divertido. O romancezinho é bonitinho. Mas realmente sem carisma o casal.
Tá, confesso: quando botei Mais que Amigos pra rodar pela segunda vez, achei que ia ser diferente. Que eu ia perceber as falhas com mais clareza, que o encanto ia diminuir. Spoiler: não diminuiu. Bobby continuando sendo aquele tipo de gay irritante que você odeia mas secretamente entende demais, Aaron sendo lindo e emocionalmente constipado do jeito que só homens musculosos conseguem ser, e a química dos dois ainda funcionando mesmo quando o roteiro insiste em sabotar tudo com monólogos sobre teoria queer no meio de uma cena romântica. Na segunda assistida você percebe que o caos é intencional — e que funciona, mesmo quando não deveria.
O que realmente brilha quando você já sabe o final é a camada de referências culturais escondidas em cada cena. O museu LGBTQ+ sendo construído no meio da trama não é só enfeite — é praticamente uma tese acadêmica disfarçada de plot device, e na segunda vez você ri mais porque você pega mais. O elenco completamente queer faz diferença que você sente na textura das interações, naquele tipo de intimidade que só aparece quando as pessoas em cena realmente conhecem aquele universo por dentro. Ah, e quando Aaron admite que não sabe músicas de Mariah Carey? Continuou sendo o maior crime cometido em tela em 2022.
O filme ainda tropeça nos mesmos lugares — ainda tenta abraçar o mundo e acaba abraçando o ar em alguns momentos, ainda é verboso demais quando podia simplesmente deixar o silêncio trabalhar. Mas na segunda vez isso incomoda menos, porque você já tá ali pelo prazer mesmo, não pela perfeição. Mais que Amigos é daqueles filmes que você defende no grupo do WhatsApp sabendo que metade das pessoas nem foi ao cinema ver. E sabe o que é mais irônico? O fato de um filme sobre a dificuldade de ser visto ter sido tão invisível nas bilheterias diz mais sobre o público do que sobre o filme.
O tema é interessante,mas faltou um melhor preparo,principalmente em relação a dupla principal.Ambos vem com pouca expressão e carisma.
>Assistido em 11 de Março de 2026
Amei a história. A comunidade inclusive tem muito a aprender com a história aqui contada e críticas lançadas.
Não vale a pena ver. Personagem principal muito chato, chega até ser desmotivador pra finalizar o filme.