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Dentro de um castelo, em alguma parte do Terceiro Mundo, Diaz, uma espécie de rei sem coroa, tem lembranças delirantes. Em sonho, realiza uma viagem, escraviza índios, trabalhadores e camponeses. Nessa viagem, descobre suas origens. Estão em Eldorado, onde ele tem grande poder político. Diaz tem novas visões: suas vítimas ameaçam destruí-lo.
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Primeiro filme Europeu de Glauber e um dos seus trabalhos mais "difíceis" , com longas cenas sem diálogos onde o diretor exercita suas metáforas. Mostrando um país miscigenado , pobre e em convulsão chamado Eldorado (que pode ou não ser o mesmo Eldorado de TERRA EM TRANSE) o filme carrega muito nas tintas com seu discurso político cifrado , nem sempre discernível. Mas é um trabalho instigante e merece ser visto ao menos uma vez.
PORCARIA!!!!!
alguém sabe onde posso assistir?
Ainda que seja Glauber Rocha e eu não consiga muito me separar pela admiração que tenho no que diz respeito à sua genialidade e sua relevância dentro do cinema nacional, este filme é um tanto indigesto e tedioso, confesso.
Deveras aqui contidas temos mensagens marcantes e críticas densas ao sistema político latino-americano, mas mesmo assim elas ficam muito localizadas e o restante do filme muitas vezes acaba por parecer um preenchimento de tempo caracterizado por psicodelia. De certo modo, ele acaba sendo um ensaio para o Leão de Sete Cabeças que viria a seguir, e esse sim encaixou como uma luva no contexto proposto.
Voltando ao Cabeças Cortadas, me parece que se o filme fosse uma meia hora mais curto, a encomenda estaria entregue.
Primeiro filme da fase do exílio de Glauber Rocha, e também de seu declínio provocado em boa parte pelo seu excesso de segurança e por sua vaidade intelectual. Se antes Glauber flertava com o surrealismo mas trazia histórias com começo, meio e fim bem definidos, em "Cabeças Cortadas" o cineasta mergulha de vez no abstracionismo ao trazer a história da mente de um estadista deposto (ou talvez não) enlouquecido mergulhado em uma colcha de retalho composta por delírios e paranoias. Se nos filmes anteriores havia um certo fascínio nas subjetividades de Glauber, a falta de foco da película, as simbologias intrincadas e vagas sobre política e religião, e o ritmo sonolento, ajudam 'Cabeças Cortadas' a ser um 'tour de force'. Talvez a obra, como o próprio protagonista declama, seja apenas "uma história sem pé nem cabeça, cheia de ruído e de fúria, contada por um idiota e que nada significa". Mas se assim o for, isso também significa que ela é uma grande perda de tempo por parte do espectador.