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Século III A.C.. A jovem Cabíria é raptada por piratas e vendida como escrava em Cartago. Quando ela seria oferecida em sacrifício ao deus Moloch, é salva pelo nobre Fulvius Axilla e seu escravo Maciste. Fulvius foge de Cartago e só consegue retornar à ilha dez anos depois, após as guerras Púnicas.
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Possivelmente o maior e melhor dos superespetáculos italianos, Cabiria traz cenários grandiosos e detalhados e uma imensidão de atores e figurantes para retratar o sequestro de Cabiria (dentre outras histórias) em meio à 2° Guerra Púnica entre Roma e Cartago. A primeira metade do filme é muito boa e dinâmica, mas a segunda parte cai na repetição e tédio comum a esse subgênero. Alguns dizem que o filme tem 2h30, outros que são 3h20, mas as versões que encontrei disponíveis eram de apenas 2h (o que já foi o suficiente).
Uma das melhores partes do filme é a cena do ritual de sacrifício humano ao deus Moloch. O cenário da parte externa do templo é excelente e muito marcante. Na parte de dentro, quando começam a jogar as crianças naquela fornalha-estátua do Moloch e ele solta fumaça pela boca, é digno de filme de terror.
Esse filme foi muito importante pra popularizar os longas naquela época e teve bastante influência no cinema de DW Griffith (irônico depois do Bartolomeo Pagano meter um blackface pra interpretar o personagem Maciste mil vezes).
Amo pensar na influência desse no ato final do Scooby-Doo (2002). É curioso também como que os pioneiros utilizaram essa grande nova linguagem para encenar épicos. Lindo filme.
A vitória da Itália na Guerra da Líbia e as tensões pré-PGM levaram o cinema italiano a filmar uma série de épicos sobre o passado glorioso do país. Cabíria talvez tenha sido o maior e mais ambicioso deles.
Inacreditável o quanto esse filme é grandioso, monumental e imponente, mesmo para os dias de hoje. Imaginem fazer a cena dos elefantes nos alpes, ou então aquela megalomania magnífica das cenas do ritual de sacrifício. Mais de cinco mil atores! Mal consigo imaginar a loucura que deve ter sido filmar isso tudo.
Pena que o roteiro seja um pouco inchado e confuso, o que de forma alguma tira o brilho desse colosso de filme que é Cabíria. Essencial.
Grande e impressionante épico italiano de 1914, produzido na era do silent movie, "Cabíria" é um clássico inovador e literalmente surpreendente nos quesitos concepção e realização. De longa duração, mas essencial e deveras interessante para quem aprecia e curte a história da sétima arte, sem distinção. Direção eficiente de Giovanni Pastrone.