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Data de lançamento
2 Out. 1957Duração
Na 2ª Guerra Mundial vários soldados ingleses se tornam prisioneiros em um campo de concentração japonês. Este grupo é escolhido pelo chefe do campo para construir uma ponte sobre o rio Kwai. O coronel Nicholson (Alec Guinness), um oficial inglês, planeja a construção para demonstrar a superioridade britânica, mas Shears (William Holden), um americano que é prisioneiro do mesmo campo, planeja a destruição da ponte.
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A história do filme foi vagamente baseada em um verdadeiro incidente da Segunda Guerra Mundial e no personagem real do tenente-coronel Philip Toosey que esteve no comando de seus homens do final de 1942 até maio de 1943. Após ser capturado pelos japoneses recebeu a ordem de construir duas pontes do Rio Kwai na Birmânia (uma de aço e outra de madeira), para ajudar o transporte de suprimentos e tropas japonesas de Bangkok para Rangoon. Na realidade, a ponte levou oito meses para ser construída (em vez de dois meses) e foi usada por dois anos. Elas foram destruídas em um bombardeio aliado no final de junho de 1945. As memórias de Toosey foram compiladas em um livro de 1991 de Peter Davies, intitulado "The Man Behind the Bridge".
O filme claramente é dividido em duas partes, uma mais dramática e outra focada na ação. E por incrível que pareça a primeira metade é muito melhor do que seu desfecho pirotécnico.
As intrigas entre japoneses e seus prisioneiros no início são o ponto alto do filme e criam uma empatia real dos personagens com o público. Com destaque para o castigo que o general japonês impõe aos oficiais britânicos que se recusam a fazer trabalho braçal como os demais prisioneiros de guerra. E o desfecho desta situação, com o japonês tendo que engolir seu orgulho é tão improvável que chega a ser cômico.
A segunda metade é tediosa, com o planejamento e execução da destruição da tal ponte no fim do mundo, que em nenhum momento demonstra ter alguma relevância real na guerra que justificasse a operação. Tudo é artificial, desnecessário, lento e entediante. Pra piorar a facilidade com que os aliados conseguem se infiltrar, tapear os japoneses e colocar os explosivos na ponte é como se os produtores zombassem da inteligência de quem assiste.
Tecnicamente os cenários são realistas e garantem uma ambientação convincente de um campo de prisioneiros de guerra real. A última cena da implosão da ponte também é espetacular e feita sem uso de maquetes. Uma ponte real de madeira maciça foi construída ao longo de oito meses no Sri Lanka, custando US$ 250 mil e foi explodida de fato, com um trem a vapor passando por cima dela em uma única tomada contínua.
Apesar de alguns bons momentos, no fim o resultado é desconexo parecendo que são duas partes mal costuradas entre si e produzidas por diretores diferentes. Por esse desequilíbrio narrativo, o filme leva 2 estrelas pela primeira parte e mais uma pela cena final...
Curiosidades: A música assobiada no início de A Ponte do Rio Kwai (imortalizada pelo seu uso nas Olimpíadas do Faustão) é a marcha militar britânica chamada "Colonel Bogey March", composta em 1914 pelo maestro militar F. J. Ricketts. Na Segunda Guerra Mundial, os soldados britânicos adaptaram fizeram uma versão obscena para essa marcha, chamada "Hitler Has Only Got One Ball" ("Hitler Só Tem Um Testículo"). A letra ainda debochava abertamente da anatomia dos líderes nazistas (incluindo Göring e Himmler). Como os produtores sabiam que os censores britânicos e americanos jamais autorizariam os atores a cantarem essa versão nas telas, optaram por colocarem os soldados apenas assobiando a música.
Das 330.000 pessoas que trabalharam na Ferrovia da Birmânia (incluindo 250.000 trabalhadores asiáticos e 61.000 prisioneiros de guerra), cerca de 90.000 dos trabalhadores e cerca de 16.000 prisioneiros aliados morreram durante a construção.
A destruição da ponte, conforme retratada no filme, é totalmente fictícia. Na realidade, duas pontes foram construídas, uma temporária de madeira e uma permanente de aço e concreta alguns meses depois. Ambas as pontes foram usadas por dois anos até serem destruídas pelos bombardeios aéreos aliados. A ponte de aço foi reparada e ainda está em uso hoje.
Madness! Madness!
Cena final no melhor estilo de tragédia shakesperiana.
Filmaço que reafirma o David Lean como uma dos maiores da história.
Clássico dos clássicos dos filmes de guerra. Imperdível. Demorei, mas vi.
Visto Ontem A Noite na Netflix, Um Ótimo Filme de Guerra, E Não e só a Musica assobiada Pelos Soldados que gruda como Chiclete na Mente do Publico, As interpretações Também Merecem Destaque. William Holden me Lembrou Han Solo , no primeiro Guerra nas Estelas,( O Malandro que Virou Herói),A Tensa Cena Final Também Merece Destaque!.