Na zona rural da Irlanda o ex-boxeador Douglas 'Arm' Armstrong torna-se defensor da família Devers, enquanto tenta ser um bom pai para seu filho autista de cinco anos, Jack. Dividido entre essas duas famílias, pedem a Arm que mate pela primeira vez, e sua tentativa de fazer a coisa certa põe em perigo a todos que ele ama.
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Fraquinho.
talvez com um ator protagonista melhor..
Tirando a sequência final, que é muito comovente e de uma carga dramática muito forte, o filme no geral é bem esquemático e convencional. De certa forma não consegue transitar entre suas subtramas e muito menos vincular seus acontecimentos de maneira eficiente, deixando a trama central em um vácuo de pouca inspiração e que não desponta em momento algum. Ponto positivo para a atuação ascendente de Cosmo Jarvis, que entrega um personagem cheio de mágoa e ressentimento, mas que, lá no fundo, possui uma bondade latente, gritante.
“Calm With Horses” formaliza a ideia entre direcionar a vida para o bem, a família e o amor, e a dificuldade, na prática, de modificar tudo isso, de conseguir se livrar de uma vida desvirtuada e desarmoniosa. A ideia fica bem evidente, mas a execução, infelizmente, é um tanto falha demais.
Filme bastante violento e com pouquíssimos personagens simpáticos - o que significa que os atores que fizeram os antipáticos são muito bons. Mas é uma história que já vimos muitas vezes, só que desta vez na Irlanda, onde há muitos brasileiros residindo: o país é citado a certa altura como rota de fuga para bandidos e traficantes, pois é. (Digamos assim que enquanto os brasileiros trabalham, os mafiosos do país de James Joyce matam, traficam, roubam, brigam, consomem drogas e bebidas etc.) Supõe-se desde o início que essa história poderia não terminar muito bem para sujeitos corpulentos e de pescoço grosso mas com pouco cérebro, como o personagem principal. Ou seu jovem "patrão", o truculento Dympna. Para ambos desejei que morressem logo, sofrendo muito, como suas vítimas...
De todas as coisas que me pegaram nesse filme, nenhuma delas foi o que eu estava esperando. Por exemplo, eu fui esperando uma atuação incrível do Barry Keoghan, ator cujo imenso talento é extremamente cristalino pra mim, mas fui pego de surpresa foi por uma interpretação impressionantemente crescente de Cosmo Jarvis, que, em certo momento do filme, engata numa curva ascendente e completamente íngreme, onde cada nova cena era melhor que a anterior. E, é claro, a cena final é de destroçar. Grande ator.