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Data de lançamento
22 Set. 2015Duração
Quando um de seus colegas se desintegra diante de seus olhos, Ari, Becca, Izzy, Greta e Arun devem lutar para descobrir a incrível verdade sobre si mesmos e sobre o campus antes que todos sejam eliminados.
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sacanagem da filha do Martin Scorsese com o pai.
Pessoal, quem realizou esta coisa foi a filha do Martin Scorsese. E o Martin Scorsese entrou nisto numa participação especial absolutamente ridícula. Como é que ele não foi capaz de chegar ao pé da sua filha e dizer: "Minha querida, isto que tu estás a fazer é uma completa ruína cinematográfica". Quero dizer, tudo bem que ela pode fazer o que quiser, mas como diabos ele aceitou entrar nisto? Ele tinha em mãos um péssimo guião. Ele achou mesmo aquilo bom? Como é que o realizador do Taxi Driver e do Raging Bull aceitou entrar neste projecto, ainda mais num personagem irrelevante? Seja como for, o filme está feito e aos olhos do público, apesar da sua existência ser deveras desconhecida. E graças a Deus.
A estreia na realização de Cathy Scorsese e Kenneth M. Waddell nada mais é que uma ficção científica completamente confusa e inconsistente. Misturando subtramas noutras subtramas, é um desafio dificultoso resumir este filme. Essencialmente, temos um grupo de jovens numa universidade e "coisas estranhas" começam a acontecer. Logo percebem que as outras pessoas ao seu redor não presenciam aquilo que estão a viver.
Para os responsáveis deste triste argumento, não bastava esta premissa. Exigiram uma exploração de cada um dos personagens e criaram diversos conflitos entre eles, deixando a história numa total desordem. A título de exemplo, temos a situação do jovem indiano (interpretado pelo Ritesh Rajan) que, devido a uma ação dos seus pais, se vê obrigado a casar com alguém que não conhece. O que é que isto acrescenta à trama? Absolutamente nada. Este e outros casos mostram-se, no final de tudo, sem importância.
Porém, este não é o maior erro cometido pelo guião. São os diálogos terríveis. Francamente, os piores que vi nos últimos tempos. É uma enxurrada de falas artificiais (jamais nenhuma pessoa falaria como estas falam). São exposições atrás de exposições, explicações atrás de explicações. Os jovens atores, que, coitados, ainda estão no início das suas carreiras e aceitam cada oportunidade, tentam dar alguma credibilidade aos seus personagens. Infelizmente, o esforço e o talento dos desgraçados é assassinado pelo texto.
O pequeno orçamento de 350,000 dólares não beneficiou na qualidade do filme. Por isso mesmo, há um trabalho de câmera pobre e efeitos visuais dignos de um programa de edição como o Sony Vegas.
No final, Campus Code tenta ter porte de "filme complexo". Após mostrar um plot twist sem efeito devido à má longa-metragem que globalmente é, os responsáveis pela realização ainda tiveram a ambição de querer fazer a audiência pensar, pretendo que esta desperte o desejo de rever a fita de modo a perceber toda esta confusão. Quanto a mim, não vale a pena perder esse tempo.