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Depois de fugir para Istambul para escapar das objeções de suas famílias, Cemal e Ayse estão felizes em seu casamento. A única coisa que falta em suas vidas é o bebê que eles tanto gostariam de ter, mas descobrem que Cemal é infértil. Frustrado e envergonhado, ele pede que Ayse finja estar grávida, planejando adotar um bebê de forma ilegal, que vai chegar nove meses depois. Mas quando o bebê chega, em circunstâncias duvidosas, Ayse se sente impossibilitada de desenvolver qualquer sentimento materno por ele. Como ela e Cemal vão ficando cada vez mais ressentidos um com o outro, o casamento começa a desmoronar. No cenário de uma cidade com um próspero mercado de tráfico humano de crianças, o diretor Rasit Çelikezer criou uma exploração complexa e surpreendente do que significa ser pai.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Que belo filme! Uma verdadeira joia do cinema turco!
O menino é tão expressivo que nem mesmo o "furo" do tempo passando para os outros personagens e Can não envelhecendo - a nova mulher do Cemal fica grávida, a menina nasce e cresce - compromete a ótima história.
Simplesmente belíssimo!!!
O filme se desenrola de forma a cativar a atenção pelo meigo Can, seus olhares e gestos, até o seu silêncio.
Pais em grandes conflitos, dando uma reviravolta na história , cruel, mas sublime quando olhamos para o rosto desse menino.
Deu muitas voltas e enfim, tudo mudou, quem errou primeiro, achou a felicidade no sorriso de Can, encontrou o amor, se libertou, enquanto que o o outro ficou num mar de sofrimento , terminando de um modo bem trágico.
Filme maravilhoso, sem dúvida, olhar nos olhos desse garoto e acompanhar sua vida vale a pena, você sorri e chora com ele .
O filme termina e você fica olhando a cena enquanto digere tudo delicadamente ao som das crianças brincando.
Linda cena final!
Gostei muito de como o diretor Rasit Çelikezer criou uma exploração complexa e surpreendente do que significa ser pai na turquia dos dias de hoje.
Os personagens principais são eficientes e seus dramas profundos, o jovem Can que dá titulo a projeção pouco ou nada diz, são seus olhos que captam e transmitem toda a emoção, e o filme dura o tempo suficiente de o vermos sorrir uma única vez.
Parábola linda e delicada, mesmo com a crueldade e vida que se impõe sobre os protagonistas, "Can" merece ser visto e apreciado.
Estou cada vez mais admirando o cinema turco. Sempre apresentando dramas densos, reais, pessoais e marcantes como o recente "Temporada de Rinocerontes". Este aqui é mais uma grata surpresa que traz uma estoria de busca, aceitação e dor ao retratar uma realidade familiar universal, a infelicidade de casais, o tráfico humano e outras mazelas sociais. A paternidade é tratada de forma crua e o insensato Cemal (Orcin) é um personagem que ao mesmo tempo desperta compaixão e ódio, e o garotinho Can (Dermibag) é a pura inocência num mundo adulto marcado pelos caos interior. Doloroso!Um filme a ser descoberto pelo seu real valor dramático.
Maravilhoso! Uma linda história sobre rejeição que vira amor. Cinema turco sempre com ótimos roteiros, e trazendo experiências riquíssimas.