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Duração
Hugo Castro é um influente e corrupto chefe político. Sua filha Luciana, moça mimada e criada no luxo, passa os dias exibindo sua beleza nos lugares em voga. Em situação totalmente oposta, Raul, funcionário público, embora jovem, é envelhecido e não vislumbra melhor futuro, levando sua vida a escriturar livros de registro civil. Um dia, Raul descobre nos jornais fotografias da jovem Luciana e por ela se apaixona. Um amor à distância, soturno. A moça nem percebe esse amor.
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Helena Ignez diva.
Belo filme.
- o filme com a narrativa mais próxima da usual que eu vi do bressane, até me surpreendi
- fui olhar e esse é o primeiro filme dele e ele tinha 20 anos, caraleo!! brabo demais
- adorei a trama contra o politico corrupto, as cenas são de encher os olhos
https://www.youtube.com/watch?v=S4qJ6fM90DM
assistir esse filme depois de ler o vôo dos anjos do jean-claude bernardet é uma experiência. bressane com 21 anos, faz uma ponte com terra em transe (também de 1967) para assim, matar o PAI - o cinema novo, nesse caso. será mais aprofundado no seu filme seguinte, matou a família (!) e foi ao cinema (!!).
raul é cercado pela quase morte - a mãe doente, os papéis velhos do trabalho, a casa deteriorada - e, enquanto isso, assiste luciana viver. obviamente há a questão do conflito de classes, ainda mais destoante quando o filme revela que hugo, o político que busca cada vez mais poder no filme, é seu pai. bressane faz ótimas relações visuais com o cinema mudo, principalmente na cena da "festa" com visuais belle epoque.
o amor se torna obsessão e a revolta atinge tudo.
uma visão com analogias bem maduras na estreia de bressane, que buscaria a si mesmo ainda mais nos filmes seguintes.