O trabalho pessoal de 8mm, que também inclui Embracing (1992), com o qual Naomi Kawaseemergiu para se tornar a principal diretora feminina do Japão ainda parece notavelmente novo. Este retrato íntimo da mulher que Kawase chama de "avó", que a criou quando seus pais desapareceram, contém um trocadilho com as palavras katatsumuri ('caracol') e tsumori ('intenção'), brincando com um mal-entendido infantil que lesmas, como ela , eram realmente caracóis procurando por suas casas. Ele se desenrola como uma invocação vívida do cotidiano filtrada pelas experiências subjetivas de seu criador, uma colagem hipnótica de paisagens suburbanas mundanas, objetos domésticos simples e interiores, árvores e outras formas orgânicas - objetos inanimados trazidos à vida pela força animadora da câmera, inscrito em luz natural na textura granulada de filmes caseiros.
O coração bate fortíssimo aqui, para referendar o que está contido nesta sinopse: fiquei absolutamente deslumbrado com a seqüência dos gritos que nomeiam aquilo que se ama, uau! Como não se apaixonar pelo sobejo de ternura da Uno Kawase? Mesmo quando ela insiste que está sendo incomodada e/ou perturbada com o excesso de filmagens, ela aguarda a neta encerrar o projeto, ela nos presenteia com sua intemporalidade afetiva. Bonito demais! Inclusive no que diz respeito ao presente compartilhado: as ervilhas que recebemos, mesmo que não seja nosso aniversário. Grandioso espetáculo cotidiano, apaixonado por esta fase biográfico-ensaística da diretora que, pasmem, eu não conhecia até então: mergulho sem volta nas profundezas do amor, uau! <3 (WPC>)
O trabalho pessoal de 8mm, que também inclui Embracing (1992), com o qual Naomi Kawaseemergiu para se tornar a principal diretora feminina do Japão ainda parece notavelmente novo. Este retrato íntimo da mulher que Kawase chama de "avó", que a criou quando seus pais desapareceram, contém um trocadilho com as palavras katatsumuri ('caracol') e tsumori ('intenção'), brincando com um mal-entendido infantil que lesmas, como ela , eram realmente caracóis procurando por suas casas. Ele se desenrola como uma invocação vívida do cotidiano filtrada pelas experiências subjetivas de seu criador, uma colagem hipnótica de paisagens suburbanas mundanas, objetos domésticos simples e interiores, árvores e outras formas orgânicas - objetos inanimados trazidos à vida pela força animadora da câmera, inscrito em luz natural na textura granulada de filmes caseiros.
minha avo morreu um dia apos eu pintar as unhas dela com esmalte de estrelinha
era o meu favorito
A memória inocula pathos na película, ou a película inocula pathos na memória?
O coração bate fortíssimo aqui, para referendar o que está contido nesta sinopse: fiquei absolutamente deslumbrado com a seqüência dos gritos que nomeiam aquilo que se ama, uau! Como não se apaixonar pelo sobejo de ternura da Uno Kawase? Mesmo quando ela insiste que está sendo incomodada e/ou perturbada com o excesso de filmagens, ela aguarda a neta encerrar o projeto, ela nos presenteia com sua intemporalidade afetiva. Bonito demais! Inclusive no que diz respeito ao presente compartilhado: as ervilhas que recebemos, mesmo que não seja nosso aniversário. Grandioso espetáculo cotidiano, apaixonado por esta fase biográfico-ensaística da diretora que, pasmem, eu não conhecia até então: mergulho sem volta nas profundezas do amor, uau! <3 (WPC>)
um filme que está plenamente em meu coração