Um vagabundo, enamorado pela filha do proprietário de um barco, é confundido com o capitão, e promete ao homem ajudá-lo a embarcar à força uns marinheiros. Como ele cumpre a sua tarefa, é convidado a trabalhar no barco. A filha do homem embarca como clandestina, para poder ficar junto do vagabundo. Acontece uma rebelião com o intuito de fazer o barco naufragar, a fim de cobrar o seguro, mas o vagabundo intervém.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Mais uma história reciclada por Chaplin com aquela velha cena do barco balançando e tudo caindo na cozinha
Como roteiro em si não é um grande marco na carreira do Chaplin, mas é um daqueles curtas em que ele começa a insistir em uma direção mais forte, utilizando de elementos mais caros. Qualquer diretor do período, para fazer o navio balançar, apenas balançaria a câmera, algo mais técnico e que não custaria um centavo a mais. Chaplin não, aqui ele balança o estúdio, técnica que repetiria em Em Busca do Ouro na cena da casa no penhasco, e o efeito é bem mais realista, já que ele utiliza as duas características (balançar a câmera e o cenário) em cenas em sequência. E não somente nisso, também faz diversas gags que dependem de edição (entra e sai de porta, indo e voltando para os mesmos recintos) e até reproduz uma explosão. Os curtas começam a ficar mais grandiosos.
A direção é bem bacana. Fiquei tentando entender como foi criado o efeito do navio balançando pra um lado e pro outro, se era apenas a câmera se mexendo ou se foi construída alguma estrutura que realmente se movia. De qualquer forma, o resultado fiquei incrível por se tratar de um filme de 1915.
Com tantos curtas que Chaplin fez no início da sua carreira é difícil às vezes algum se destacar. Esse não foge a regra e é tão bom quanto tantos outros que ele fez.
Putz esse é um dos mais engraçados, esse não envelheceu nada, bem atual, vilões odiosos.