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Data de lançamento
8 Set. 1983Duração
Livremente inspirado na ópera de Bizet, Carmen.
A protagonista Carmen X (Maruschka Detmers), membro de um grupo terrorista. Ela pede a seu tio Jean, um esquecido diretor de cinema (feito pelo próprio Godard) que empreste sua casa de praia para queela faça um filme com seus amigos, mas na verdade eles planejam assaltar um banco. Ao longo do planejamento da açõa ela acaba se apaixonando pelo segurança do banco. O filme transita entre as tentativas de Carmen de fugir com o segurança, a tentatica de seu tio de fazer um filme de retorno e um quarteto de cordas atento em excecutar peças de Beethoven.
(L.)
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Temos um dos mais simples contos de Godard,falta bastante coisa no decorrer da história,mas temos algo divertido e leve,principalmente vivendo o cotidiano dos protagonistas.
>Assistido em 16 de Julho de 2025
Fiquei surpreso com o fácil entendimento de primeira que tive com esse filme.
A nível de Godard, essa não costuma ser uma tarefa fácil para mim, ainda que adore seu estilo e método característico.
Muito bom suas transições, cortes e desenvolvimento.
A sensação que tive ao assistir a esse filme não é de uma obra acabada, mas a um ensaio, e a um ensaio mais teatral que cinematográfico. Um texto sem naturalidade, cheio de pretensões intelectuais, que acaba por ser chatíssimo e maçante. Resisti até o fim dos intermináveis 85 minutos graças à trilha sonora erudita e à bela fotografia e seus enquadramentos de bom gosto.
Nos contatos anteriores com este filme, não o classificava como (quase) obra-prima. Deslumbrava-me por seus experimentos sonoros e pelas interpretações viscerais, características da fase oitentista do diretor. Mas, nesta mais recente revisão, ao lado de alguns de meus melhores amigos, fui conduzido ao choro: sentia em mim, enquanto a projeção se desenrolava, sentimentos mui similares àqueles que asfixiavam os personagens, precisamente quando eles tentavam oxigenar os seus desejos através da prática imediatista, conforme exorta o próprio Jean-Luc Godard, que atua como anti-alter-ego aqui. Inclusive, considerei este um de seus filmes mais tramaticamente acessíveis, dado que a narrativa adapta com relativa fidelidade os eventos da ópera homônima de Bizet. Mas o que interessa a este genial cineasta não é uma mera deslindação de eventos, mas sim uma intersecção de sentimentos e citações literárias e artísticas em geral que glorificam o seu perene ímpeto de criação de manifestos cinelingüísticos através da composição de filmaços. Saí da sessão arrasado. Ainda estou, inclusive. Motivos pessoais. Suspeitosos, porém sinceros. Doridos. Vivos. Humanos. "O que vem antes do sobrenome, afinal?". O amor. Antes, durante e depois! <3 (WPC>)
um verdadeiro romance anarquista.