Dirigido por
Duração
Chanchada com Oscarito e Grande Otelo em que o grande produtor Cecílio B. de Milho (referência humorística a Cecil B. De Mille) quer realizar uma versão épica sobre a vida de Helena de Tróia, mas, ao mesmo tempo, dois artistas popularescos buscam financiamento para um filme carnavalesco.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Oscarito e Grande Otelo é garantia de bom filme.
Um dos grandes filmes brasileiros e da comédia nacional. E como bom brasileiro, pega o que tem de bom lá no exterior e dá uma bela zoada.
A história gira em torno de Cecílio B. De Milho (Renato Restier), um produtor que sonha criar uma obra-prima sobre Helena de Tróia, seu nome é uma divertida referência ao diretor Cecil B. DeMille. Para concretizar seu sonho, ele chama o professor de história grega Xenofontes (Oscarito), mas a equipe e a família do produtor têm outros planos: transformar o filme em uma chanchada carnavalesca.
"Carnaval Atlântida" é uma obra emblemática da chanchada, um gênero cinematográfico brasileiro que predominou nas décadas de 1940 e 1950. Ele também reflete um contexto histórico importante do Brasil, onde a indústria cinematográfica se dividia entre a busca por um cinema nacional popular e a influência de Hollywood. As piadas sutis, como o nome do produtor e a presença de personagens caricatos, tornam a obra acessível até mesmo para aqueles que não estão familiarizados com a história brasileira.
A presença de Oscarito e Grande Otelo é um dos pontos altos do filme. Eles protagonizam cenas hilárias, cheias de improviso e gags físicas. Oscarito brilha com sua expressão cômica e talento para a sátira, enquanto Grande Otelo adiciona um ritmo frenético e um carisma inigualável.
Com uma narrativa que combina humor, música e crítica social, "Carnaval Atlântida" se destaca como um filme marcante na história do Cinema Brasileiro. É uma celebração do carnaval e da cultura popular. Destacando por suas sequências musicais, apresentando grandes artistas da época e uma trilha sonora repleta de marchinhas e sambas que conferem um tom carnavalesco à narrativa. Essa fusão entre cinema e carnaval era um dos principais trunfos da Atlântida Cinematográfica, estúdio responsável por muitos sucessos da chanchada.
Embora possa parecer datado para alguns, seu valor histórico é inegável, representando um período em que o cinema brasileiro soube rir de si mesmo e criar uma identidade própria, utilizando humor e música como formas de entretenimento genuinamente nacionais.
Esse filme resume muito bem o que eram os musicais maravilhosos da Atlântida. Qualquer coisinha virava motivo pra carnaval. Só senti falta de um número musical com algum nome feminino maior, como Emilinha Borba ou Linda e Dircinha Batista.
- um até que grandioso musical brasileiro, fazendo piada com vários temas de hollywood, divertido demais
- quase não reconheci o jose lewgoy novo, ele ta a cara do cassio scapin
- sempre confundo o ankito com o oscarito e pra dificultar os dois tavam sempre com o grande otelo
Um dos bons filmes de Carlos Manga.Se engana quem vai pensando ser apenas um conto sobre carnaval.Toda uma crítica social é colocada em prática e serve de exemplo até hoje.
>Assistido em 06 de Fevereiro de 2023