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Data de lançamento
20 Dez. 2006Duração
Junho de 1944. Tadamichi Kuribayashi (Ken Watanabe), o tenente-general do exército imperial japonês, chega na ilha de Iwo Jima. Muito respeitado por ser um hábil estrategista, Kuribayashi estudara nos Estados Unidos, onde fizera grandes amigos e conhecia o exército ocidental e sua capacidade tecnológica. Por isso o Japão colocou em suas mãos o destino de Iwo Jima, considerada a última linha defesa do país. Ao contrário dos outros comandantes Kuribayashi moderniza o modo de agir, alterando a estratégia que era usada. Ele supervisiona a construção de uma fortaleza subterrânea, feita de túneis que davam para as suas tropas a estratégia ideal contra as forças americanas, que começam a desembarcar na ilha em 19 de fevereiro de 1945. Os japoneses sabiam que as chances de sair dali vivos eram mínimas. Enquanto isto acontece Kuribayashi e outros escrevem várias cartas, que dariam vozes e rostos para aqueles que ali estavam e o relato dos meses que antecederam a batalha e o combate propriamente dito, sobre a ótica dos japoneses.
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Essa versão da batalha é mais tocante e dramática que a versão de "A Conquista da Honra".
Os dois filmes se completam e fica muito interessante assitir em sequência.
No fim, fica o gosto amargo de que todos os lados saem derrotados, e a guerra realmente é uma merda.
21-09-2026
Quem são os cadáveres que sobram numa praia depois de uma batalha (crucial ou desimportante), de uma guerra que a vasta maioria dos envolvidos não sabe direito o motivo? Quais são as histórias que vão se perder para sempre? Um jovem padeiro que nunca verá o rosto da própria filha, um medalhista olímpico, um jovem oficial massacrado pela doutrina que sempre admirou, ou mesmo um fanático patriota cego por uma superioridade racial imaginária. Histórias e vidas que, mais do que perdidas, são desperdiçadas em conflitos aparentemente sem propósito nenhum.
Em certa altura do filme, o personagem Nishi questiona: "E você já conheceu algum americano?" Mais tarde, um dos personagens reflete que a carta de uma mãe americana para o seu filho que foi para a guerra é muito parecida com uma carta que sua própria mãe, do outro lado do mundo, de uma cultura completamente diferente, teria escrito para ele. Todas aquelas vidas tem mães, filhos, sonhos, desvios, falhas e paixões, porém tudo isso se perdeu numa praia de uma ilha remota.
Mesmo que tenha boas sequencias de batalhas, o filme é um sua proposta bastante contemplativo, nessa corajosa empreitada de Eastwood em mostrar o lado do inimigo (e que surpreendentemente não coloca os japoneses falando inglês, já que o público americano detesta filmes legendados).
A guerra é um inferno.
Como que eu demorei demais para ver este filme, corrigido esta falha de caráter da minha parte.
O filme é sensacional, mostra o exército japonês sem condições de lutar mas a honra ainda fala mais alto.
Triste e impactante.
Um dos melhores filmes de guerra que já assisti. Lembro de primeira vez que assisti no SBT e foi amor à primeira vista. Um filme de guerra que foge dos padrões da propaganda norte-americana, na perspecção dos japoneses, que assim como os norte-americanos, são enviados à guerra como peças descartaveis, tendo como grande diferença o lance cultural da honra nipônica e do culto ao imperador. Um dos melhores filmes que já assisti, e está no meu top tier de filmes de guerra.