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Data de lançamento
19 Dez. 2003Duração
Duas pessoas travam uma disputa até às últimas conseqüências. De um lado está Kathy (Jennifer Connelly), jovem que sofre profunda depressão após ter sido abandonada pelo marido. Por um erro do governo, ela é expulsa da casa em que morava. Inconformada, contrata um advogado para recuperar o que ela acredita ser o último símbolo de sua sanidade. Do outro lado está Massoud Amir Behrani (Ben Kingsley), imigrante iraniano que comprou a casa de Kathy em leilão, o que para ele é a oportunidade de dar conforto à mulher e ao filho e de recuperar o padrão de vida que tinham no Irã.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Filme que desagradará o público acostumado com histórinhas disney dos bons tempos.
Aqui a paulada é certeira. Algumas coisas nunca deveriam acontecer, mas acontecem
Esse filme é tão triste e ao mesmo tempo tão bom que fica até difícil escrever algo. Não tem mocinho nem bandido, apenas pessoas normais vivendo suas vidas normais. Nota 9,0.
Esse filme é uma pedrada.
Quem estiver depressivo, na bad, nem assista que vai piorar.
Segunda vez que assisto e o sentimento foi o mesmo. Deixa uma sensação de impotência. Dá vontade de intermediar a situação pra ajudar os dois.
Ótimas atuações e um final devastador.
Filmaço!
23-11-2024 - Revisão
Que filme depressivo, mas de grande valor!
O filme faz uma crítica interessante, destacando as consequências da ganância na vida das pessoas e fazendo uma analogia com a terceira lei de Newton, onde toda ação gera uma reação. No entanto, a falta de uma ação também pode gerar uma reação quando se trata de pessoas e sentimentos.
Kathy (Jennifer Connelly), uma mulher angustiada pela perda do casamento, não consegue encontrar equilíbrio em sua vida e só acorda para a situação quando está prestes a perder sua casa por falta de pagamento de impostos ou pela falta de busca por um acordo devido às dificuldades. Aqui, fica claro como somos tratados como meras mercadorias, onde, em qualquer país, se não pagarmos nossos impostos, o governo pode tomar o que é nosso por direito, em um verdadeiro assalto silencioso!
Behrani (Ben Kingsley) mantém as aparências a todo custo, mesmo estando completamente endividado. O orgulhoso não quer admitir que não terá mais o alto padrão de vida que um dia desfrutou. A aquisição da casa, a princípio, poderia indicar um amadurecimento do personagem para as coisas que realmente importavam, mas a ganância sempre presente o cega, e as consequências disso são terríveis. O conflito com a antiga moradora, agora sem teto, que deseja reaver sua casa, é comovente, mostrando dois lados de uma mesma moeda. Enquanto uns choram, outros desfrutam da tragédia dos que choram. Infelizmente, a sociedade está repleta de exemplos assim.
O final é angustiante; Behrani, ao ver o filho baleado, simplesmente abdica de tudo imediatamente. Somente nesse momento ele percebe o que é importante de fato, mas agora é tarde demais. Todas as chances foram dadas para que fosse diferente. O ato de matar sua mulher e suicidar-se é covarde, mas ao perceber que tudo o que perseguiu era apenas uma ilusão, uma névoa, algo nada concreto, tudo deixa de fazer sentido. Não há mais motivação com seu filho morto. Por fim, depois de tanta coisa e tanta luta, nem para Kathy faz sentido reaver a casa após tanta tragédia.
O filme é uma lição e tanto, embora seja uma história bastante decadente.
Que dramalhão enfadonho