Dirigido por
Data de lançamento
30 Abril 2025Duração
Cazuza: Boas Novas revisita o período mais criativo e intenso da vida de um dos maiores artistas do Brasil. Entre os anos de 1987 e 1989, Cazuza produziu três álbuns, ganhou diversos prêmios e subiu no palco para mais de 40 apresentações do espetáculo O Tempo Não Para. Tudo isso lidava com o diagnóstico de AIDS e vivia sob o risco de morte e o agravamento contínuo de sua saúde. O documentário conta com imagens exclusivas e depoimentos inéditos de figuras que conviveram com o grande compositor, como Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Frejat, sua mãe Lucinha Araújo e o próprio diretor do longa, Nilo Romero, quem dirigiu o último show do cantor e com quem Cazuza foi amigo e parceiro de composições. Com uma riqueza de registros e vídeos de arquivo, Cazuza: Boas Novas revela o legado de um vanguardista e o impacto de uma mente criativa que mudou a trajetória da música brasileira como poucos.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Cidade De Deus: A Luta Não Para (2ª Temporada)
Existe uma tentação enorme em filmes sobre Cazuza de transformar tudo em santuário, e o documentário dirigido por Nilo Romero e Roberto Moret escapa disso pelo caminho do afeto. O recorte vai de 1987 a 1989, quando ele lançou três álbuns enquanto a doença avançava. Esse período já carrega urgência suficiente, e o filme sabe que não precisa inventar drama em cima disso.
A maior força está na proximidade. Romero foi amigo e músico de Cazuza, e isso aparece no tom das imagens de arquivo e dos depoimentos. Gente como Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Frejat e Lucinha Araújo ajuda a montar o retrato. O que sobra é um Cazuza debochado, vaidoso, frágil e teimoso, que ainda sobe no palco quando o corpo já pede o contrário. Os trechos dos shows são o que mais emociona, porque mostram a entrega dele sem precisar de explicação.
Onde o filme perde força é no excesso de presença de quem o conta. O próprio Ney Matogrosso comentou que em alguns momentos o diretor parece querer aparecer mais do que o homenageado, e a sensação é essa mesma em alguns trechos. A construção também fica um pouco repetitiva no meio, com depoimentos que dizem coisas parecidas e poderiam ser mais enxutos. Quem já conhece bem a história de Cazuza talvez sinta falta de alguma revelação mais forte.
Mesmo assim, é um filme honesto, feito com carinho e sem medo de mostrar o desgaste físico e emocional daquele período. Funciona bem como complemento para quem viu as cinebiografias de ficção e quer ouvir o artista e as pessoas que estavam ao redor dele.
Muito bom . Filme documentário bem intimista e bem construido. Parabéns ao amigo Nilo Romero
De boas somente as músicas, de resto... Nunca foi exemplo pra ninguem, levou muitos a perdição através de suas ideias e reflexões. Educação burguesa dos pais bem frouxa e liberal, acabou encontrando a libertinagem que mereceu.
Caju, tu é eterno cara
Achei interessante poder ouvir e aprender mais sobre o talentoso Cazuza.