John Cardwell (Adolphe Menjou) é um músico desempregado que tentou inutilmente conseguir emprego na sinfônica de Leopold Stokowski, pois teme que ele e Patricia (Deanna Durbin), sua filha, sejam despejados. John acha uma bolsa na rua com bastante dinheiro para saldar suas dívidas, sendo que quando Patricia vê que ele pagou as contas fica tão feliz que ele mente, dizendo que conseguiu um emprego na sinfônica comanda por Stokowski. Quando a verdade vem à tona Patricia inicialmente fica muito triste, mas depois faz de tudo para que Stokowski seja maestro de uma orquestra composta apenas de músicos desempregados, pois se Stokowski reger a orquestra estes músicos obterão um contrato.
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O sexto filme de Deanna Durbin com melhor nota no IMDB e o primeiro que ela efetivamente protagonizou embora, de memória, eu coloque como o terceiro melhor na minha opinião (atrás apenas de Louca por Música e Idade Perigosa).
Este foi o primeiro filme da atriz que eu vi. Estava me desafiando a ver um filme por ano em 2018 e, sem tempo, busquei um filme qualquer no blog "projetor antigo", sendo que a capa deste me chamou a atenção. Deanna entra em cena e, logo na cena seguinte, já canta It's Raining Sunbeams com uma voz maravilhosa. Lembro que de pronto me recusei a acreditar que a jovem (contava com 15 anos na época) era dona daquela voz e julguei que ela estava dublando, por menos sentido que isso fizesse. Esperei ansiosamente o filme terminar para pesquisar quem seria aquela atriz e para minha surpresa era ela mesma quem cantava. Achei uma tremenda injustiça que Deanna, dona da mais bela voz que já passou por Hollywood, não fosse nem um pouco conhecida nos dias de hoje. Bom, existem motivos, mas não cabe discuti-los aqui.
O filme já se destaca por ter uma trama original (acho que dos mais de 20 filmes da atriz, uns 3 ou 4 tiveram roteiros originais), trazendo uma história simples mas bem executada. Lembro que passei vários momentos bem aflito, torcendo pelo sucesso dos protagonistas, mas logo lembrava que não havia motivo para aflição, afinal, estamos falando de um filme da velha Hollywood, e não existiam finais tristes nos anos 1930. Isso aliviava um pouco, pois a trama, por mais que seja de comédia, tem seus momentinhos de sufoco.
A trilha é ótima, estando entre as melhores dos filmes de Deanna, que canta lindamente cada uma das canções. O humor funciona, bem como as leves críticas sociais. Conta ainda com a presença de um Leopold Stokowski interpretando ele mesmo.
Por fim, Deanna se sai muito bem em seu primeiro filme como protagonista, acertando não só como cantora mas como atriz, com uma atuação com poucos escorregões, mas com acertos no timming e na interação com os coadjuvantes.
Enfim, um filme com uma trama interessante, bem executado em seu humor, com ótimas canções e com a diversão de uma produção de Hollywood da época.
Nota: 9.3.
Comédia musical com uma história simples e inocente. A sua jovem protagonista por vezes irrita um pouco por causa do seu excesso de ingenuidade, mas ela acaba conquistando a nossa empatia por causa da sua persistência quase inabalável em conseguir aquilo que almeja. As cenas finais são fabulosas e emocionantes. O filme é acima de tudo um declaração de amor à música clássica e mesmo que não a aprecia vai se encantar com algumas sequências dele.
Bela comédia musical indicada a 5 estatuetas no Oscar: melhor filme, melhor história original, melhor edição e melhor mixagem de som, vencendo o de melhor trilha sonora. Um filha adolescente, Patricia Cardwell, tenta conseguir patrocínio e um maestro para seu pai, John Cardwell, um músico de orquestra desempregado, e os amigos dele, um total de 100 músicos. Uma história bacana e cativante, uma lição de persistência e amor à arte. Vale pela presença do famoso maestro inglês Leopold Stokowski (1882-1977), aqui interpretando a si mesmo, além da canadense Deanna Durbin (1921-2013), uma soprano com voz maravilhosa que estrelou alguns filmes em Hollywood, sempre comédias ou musicais... isso sem contar com o ótimo veterano Adolphe Menjou (1890-1963), figura de destaque em todos filmes que participou. Despudoradamente sentimental, com a discreta lembrança da Grande Depressão ao fundo, este filme foi o segundo sucesso consecutivo de Deanna Durbin para a Universal. Um conto de fadas do início ao fim, a feliz combinação entre a espontaneidade da jovem soprano e uma história prazerosa que encantou as platéias. Deanna canta It's Raining Sunbeams, de Frederick Hollander e Sam Coslow, e A Heart That's Free, de Alfred G. Robyn e Thomas Railey, além de Libiamo ne' Lieti Calici, da La Traviata de Verdi, e a Aleluia, do moteto Exultate, Jubilate, de Mozart. Ainda na trilha sonora, trechos da ópera Lohengrin, de Wagner, e da Quinta Sinfonia, de Tchaikovsky. Leopold Stokowski, em uma rara aparição nas telas, conduz a Segunda Rapsódia Húngara, de Liszt, do alto das escadas de uma mansão.
História simples relativamente, mas atuações perfeitas. Ponto alto pela trilha sonora vencedora do Oscar de 1937.