Eu nada sabia sobre a vida e a carreira da protagonista dessa produção que alterna de forma hábil cenas ficcionais com passagens documentais em que a própria equipe do filme fala sobre as suas impressões a respeito da sua história e dos seus personagens. Acabou sendo um valioso retrato do cinema chinês clássico que me despertou a curiosidade de conhecer os filmes de Ruan Lingyu. Ou pelo menos aqueles que sobreviveram, já que alguns deles estão perdidos atualmente.
Cinebiografia fraca, prolixa (vi na versão integral de mais de duas horas e meia), de uma personagem sem graça cujo maior interesse, em tese, é a sua morte precoce aos vinte e quatro anos.
No fundo é só um veículo para o ego do diretor Stanley Kwan fazer metalinguagem e traquinagens estéticas de tipo colocar o presente em preto e branco, ou entrevistar os atores e jogar isso no meio da ficção. Também é um veículo para propagandear a então novidade no drama Maggie Cheung, uma atriz insossa ao extremo que por alguma razão indecifrável caiu nas graças da crítica.
P. S: Acabei de ver A DEUSA (1934) e olha... quem nasceu pra Maggie Cheung nunca chega a Ruan Ling Yu.
O contraste da Maggie Cheung por trás das câmeras e já na personagem é de assustar. Ela incorpora Ruan Ling-yu de um jeito que realmente parece um documentário e a própria Ruan está ali.
Mesmo não conhecendo nada do cinema de Ruan, fica impossível você não sofrer junto com ela ao decorrer da obra.
No começo, eu não estava entendendo adequadamente... É um filme cifrado, para que não é chinês. Infelizmente, os filmes da diva sumiram, e eu nunca tinha ouvido falar dela, exceto por esta cinebiografia. De repente, Maggie Cheung, sorrindo, comenta que as trajetórias fílmicas delas são semelhantes. Até que o suicídio aos 25 anos de idade vem à tona. E o filme avança. Cenas emocionantes de obras desaparecidas são reconstituídas na tela. Equipe depõe diretamente para a tela, em preto-e-branco. Músicas latinas são executadas nos bailes chineses. Porém, o suicídio anunciado desde o início torna-se cada vez mais e mais próximo. Os sorrisos de equipe e protagonista abundam, mesmo na filmagem de cenas dolorosas, tal qual um velório... E, de repente, glupt: o olhar crivado de melancolia da Maggie Cheung. Imortal, inesquecível... Quem ama o cinema de Wong Kar-Wai há de amar também este melodrama elementar e um tanto rasteiro em suas interdições depoimentais. Audacioso. Genial! (WPC>)
Eu nada sabia sobre a vida e a carreira da protagonista dessa produção que alterna de forma hábil cenas ficcionais com passagens documentais em que a própria equipe do filme fala sobre as suas impressões a respeito da sua história e dos seus personagens. Acabou sendo um valioso retrato do cinema chinês clássico que me despertou a curiosidade de conhecer os filmes de Ruan Lingyu. Ou pelo menos aqueles que sobreviveram, já que alguns deles estão perdidos atualmente.
Cinebiografia fraca, prolixa (vi na versão integral de mais de duas horas e meia), de uma personagem sem graça cujo maior interesse, em tese, é a sua morte precoce aos vinte e quatro anos.
No fundo é só um veículo para o ego do diretor Stanley Kwan fazer metalinguagem e traquinagens estéticas de tipo colocar o presente em preto e branco, ou entrevistar os atores e jogar isso no meio da ficção. Também é um veículo para propagandear a então novidade no drama Maggie Cheung, uma atriz insossa ao extremo que por alguma razão indecifrável caiu nas graças da crítica.
P. S: Acabei de ver A DEUSA (1934) e olha... quem nasceu pra Maggie Cheung nunca chega a Ruan Ling Yu.
O contraste da Maggie Cheung por trás das câmeras e já na personagem é de assustar. Ela incorpora Ruan Ling-yu de um jeito que realmente parece um documentário e a própria Ruan está ali.
Mesmo não conhecendo nada do cinema de Ruan, fica impossível você não sofrer junto com ela ao decorrer da obra.
Alguém sabe de link para assistir, baixar ou até comprar o DVD desse filme?
No começo, eu não estava entendendo adequadamente... É um filme cifrado, para que não é chinês. Infelizmente, os filmes da diva sumiram, e eu nunca tinha ouvido falar dela, exceto por esta cinebiografia. De repente, Maggie Cheung, sorrindo, comenta que as trajetórias fílmicas delas são semelhantes. Até que o suicídio aos 25 anos de idade vem à tona. E o filme avança. Cenas emocionantes de obras desaparecidas são reconstituídas na tela. Equipe depõe diretamente para a tela, em preto-e-branco. Músicas latinas são executadas nos bailes chineses. Porém, o suicídio anunciado desde o início torna-se cada vez mais e mais próximo. Os sorrisos de equipe e protagonista abundam, mesmo na filmagem de cenas dolorosas, tal qual um velório... E, de repente, glupt: o olhar crivado de melancolia da Maggie Cheung. Imortal, inesquecível... Quem ama o cinema de Wong Kar-Wai há de amar também este melodrama elementar e um tanto rasteiro em suas interdições depoimentais. Audacioso. Genial! (WPC>)