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Data de lançamento
3 Dez. 2020Duração
Os bastidores da cobertura jornalística durante a pandemia. Acompanhe o trabalho da imprensa profissional numa luta contra o negacionismo.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
Trabalho da disciplina "Realidade Socioeconômica e Política Brasileira", 4° período do curso de Cinema e Audiovisual da UFF: https://drive.google.com/file/d/1BwUiiEr3qT_lrThbR14DpbLUb5oeEVHT/view?usp=sharing
Trecho:
"Nesse sentido, pode-se dizer que há toda uma mise-en-scène regendo as ações
bolsonaristas (do presidente e dos apoiadores). É todo um governo da aparência de combate, da imagem da destruição dos corruptos em detrimento de qualquer substância que seja, de qualquer política pública consistente. Como fica claro no documentário, não é necessário apenas fazer, contrapondo-se a quem “só quer atrapalhar o presidente”. É necessário, sobretudo, mostrar que está fazendo, gravar, publicar na internet, espetacularizar. O celular, instrumentalizado, torna-se arma para eliminação do inimigo permanente, para seu constrangimento e acuamento (os veículos de imprensa de fato tiraram seus jornalistas do cercadinho em determinado momento, por exemplo). Na imagem inicial deste trabalho, também é possível perceber isso: em vez de lanças, de metralhadoras, a batalha simbólica é travada a princípio empunhando celulares, para levar a disputa política (transformada em guerra) ao ambiente digital e nele tirar máximo proveito dela, trazendo-a, posteriormente, de volta à realidade na forma de ações violentas (vide o armamento da população promovido por Bolsonaro ou o bombardeio do STF). Uma batalha midiática que tem efeitos concretos na realidade, altamente prejudiciais e perigosos.
Cabe destacar, ainda, que a midiosfera bolsonarista se vale da potência do realismo do
audiovisual para disseminar seus disparates. No capítulo “Cinema: Revelação e Engano” de seu livro “O Olhar e a Cena”, Ismail Xavier reflete que “quando se esquece a função do recorte, prevalecendo a fé na evidência da imagem isolada, temos um sujeito totalmente cativo ao processo de simulação por mais simples que ele pareça”. Isso torna-se corriqueiro na circulação de conteúdos bolsonaristas na internet. Não à toa, como mostra o documentário, frequentemente se divulga imagens antigas de manifestações lotadas para comprovar, celebrar e fortalecer o apoio que o presidente teria no presente, sendo o trabalho dos jornalistas justamente a checagem desses elementos em notícias, sejam eles esdrúxulos ou mesmo muito bem disfarçados".
mais um documentário com um jornalismo de primeira, muito bom.
Incrível como teve gente que se deixou levar pela burrice desse psicopata que brincou de ser chefe de estado.
ABSURDADO! É como fica quem tem dois neurônios com a recapitulação desse período...
Aguardando a atualização desse documentário.
O que choca e incomoda é constatar que a situação só piorou...
"Você pode ter sua própria opinião mas não pode ter seus próprios fatos."