Induzida pela sua aia, a marquesa Erzebeth lança mão de um recurso extremo para fazer seu marido interessar-se de novo por ela. O marquês finge-se de morto e começa a assassinar jovens virgens, cujo sangue servirá para a marquesa banhar-se e rejuvenescer.
Embora haja várias citações à vampiros, trata-se de um filme sobre bruxaria. Há diversos problemas de roteiro: além de demorar bastante para a estória começar, isto é, se focar na condessa Bathory, há também a personagem de Ewa Aulin, que tem destaque no primeiro ato mas some do filme no segundo ato, só retornando no final. E para a surpresa de ninguém, recebeu no Brasil um título bem estapafúrdio.
A versão lançada pela Versátil na caixa "Vampiros no Cinema vol. 5" é a original espanhola com cenas censuradas. Felizmente nos extras é possível ver as cenas (com nudez) que foram cortadas.
Terror espanhol, escrito e dirigido pelo Jorge Grau (No Profanar el Sueño de los Muertos). Com a bela Ewa Aulin (Quando L'amore è Sensualità). Atmosfera sombria. Trilha tensa. Bons cenários. A vila europeia, Cajlice, em 1807. O tal "teste do cavalo". As tochas. O marquês Karl. A condessa Báthory (a história dela é bem interessante). A jovem Marina. O Van Helsing. O julgamento do acusado de vampirismo. A cena do depoimento da filha do médico. Bom diálogo sobre "vampiros da vida real". As cenas no sótão são sinistras e claustrofóbicas. O sangue (presente em vários momentos, de várias formas). A cena da decapitação/incineração. A cena da garotinha/vidro. A cena da Nadja no espelho. Algumas cenas de nudez. O filme é meio confuso às vezes, mas tem várias cenas boas e bons elementos. Gostei.
Legend of Blood Castle é mais uma das inúmeras produções que abordam a lenda da Condessa Elizabeth Bathory, dirigido por Jorge Grau, mais conhecido pelo filme "Não se Deve Profanar o Sono dos Mortos". É um terror com aquela típica atmosfera gótica das produções europeias, com lindas mulheres e gore moderado, destaque para a atriz sueca Ewa Aulin, que mulher belíssima.
A Força do Diabo é frequentemente comparado à Condessa Drácula da Hammer. Os dois realmente guardam várias semelhanças, só que o roteiro do filme da Hammer é mais caprichado. Em compensação, esse aqui tem o sangue que falta no filme da Hammer. Acabei dando a mesma nota que Condessa Drácula por isso. Acho que os dois filmes se complementam.
A condessa aqui é marquesa e há uns personagens marotos como Carmilla e o Magistrado Helsing. São apenas homenagens aos personagens clássicos.
Gostei do filme, tem uma boa ambientação e clima bacana. Várias mulheres bonitas e alguns momentos mais sangrentos. Poderia ter um ritmo um pouco melhor, mas nada que atrapalhe o passatempo.