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Bebel é uma menina que usa cadeira de rodas e mora com a mãe e o avô às margens de uma rodovia no interior do país. Até que é obrigada a se mudar para uma cidade maior para continuar estudando. Depois de enfrentar várias adversidades, acaba se tornando uma líder da escola.
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A protagonista é talentosa e reafirma seu talento que já conhecíamos, o filme peca em clichês de filmes jovens, mas vale elogios a inclusão que ele se propõe , além do mais , o elenco sai do óbvio… digo em relação a escalação dos atores que não são o mais do mesmo que já vimos em vários filmes teens…
"Chama a Bebel" é mais uma aventura infantil nacional, um gênero que costumávamos associar às obras americanas nas sessões vespertinas da TV e que, atualmente, está sendo bastante explorado na produção nacional, encontrando grande demanda nos serviços de streaming.
Texto completo em Revista Metroid.
Fiquei chocado quando confirmei que a atriz que interpreta a protagonista tem apenas 15 anos, de fato: sua personagem parece bem mais velha e madura - e dotada de um otimismo profissional e excessivamente seguro que se insurge como primeiro problema, numa lista de defeitos que exige muita "concessão", por parte dos espectadores, em relação à excessiva ingenuidade (e à inverossimilhança de algumas seqüências) no roteiro. Primeiramente, não se nega que a também produtora associada Giulia Benitte é tão precoce e carismática quanto a personagem-título. Mas convertê-la numa heroína-líder súbita, como acontece no filme, é demais. Talvez se reclame que, por não ser uma pessoa com deficiência, ela não devesse interpretar uma cadeirante, mas não entrarei nesse mérito: afinal, salvo por uma ou outra frase de efeito sobre acessibilidade e inclusão, isso é espertamente secundarizado pelo enredo, conforme explicado na narração inicial. Porém, as contradições elementares da militância privilegiada são escancaradas aqui, no sentido de que, por mais bem intencionada que seja, Bebel enxerga apenas àquilo que tem acesso, e seu convívio social é predominantemente elitizada, mesmo que a tachem de pobre e/ou caipira. Segundamente, é mister elogiar o entrosamento do elenco, mesmo que os vilões sejam excessivamente caricatos (Marcos Breda imita alguns cacoetes bolsonaristas - gostei!). E, terceiramente, com todos os defeitos do filme e com os seus exageros ativos (o pantim de Zico, por exemplo, quando não quer mais ser amigo dos personagens), sua mensagem é afirmativa e necessária: gostei muito dos exemplos verídicos compartilhados nos créditos finais e, se analisarmos bem, a falta de punição para os criminosos, no filme, talvez ecoe a desesperança transformadora da realidade, no que tange à identificação dos efetivos culpados pela destruição dos bens naturais do planeta. Na verdade, isso também evidencia um discurso inassumidamente conciliador, típico da conjuntura classista em que se passa a ação. Mas esse talvez (talvez, talvez) seja outro debate, bem mais extensivo ao que o roteiro traz à tona... (WPC>)