Dirigido por
Data de lançamento
17 Abril 2015Duração
Durante o governo stalinista na União Soviética, um oficial da segurança ouve falar de um país onde o número de assassinatos de crianças é muito alto, a ponto de se considerar a existência de um serial killer. O Estado não quer saber do caso, que pode ter conexões com altos funcionários do governo, e exila o oficial para que ele não possa prosseguir com a análise dos fatos. No entanto, este homem obstinado decide chamar a sua esposa para investigarem o caso por conta própria.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Uma porcaria. Leiam o livro Criança 44 para entenderem a história. O livro, sim, é maravilhoso.
Maçante, mas o Tom Hard me prendeu! rs
Por azar foi o terceiro filme em seguida que peguei ao acaso para assistir, e justamente eu que não gosto deste tipo de enredo de investigação de crimes sendo este com crianças no período pós guerra.
Achei que misturaram duas histórias a do casal e dos crimes com crianças e virou uma "salada russa"; arrastado e meio confuso.
Crimes Ocultos não consegue superar o repertório das demais obras já feitas no mesmo assunto…
O filme é baseado no romance “Criança 44”, que se baseou no serial killer da vida real Andrei Chikatilo, um caso que por sua vez já havia inspirado dois filmes melhores que esse: Cidadão X e Evilenko.
Mas vale pra ver Tom Hardy forçando um sotaque Russo que lembra muito o sotaque do Bane das animações do Homem Pipa e da Arlequina, que por sua vez foi inspirado na atuação do próprio Tom Hardy como Bane em “Cavaleiro das Trevas Ressurge”.
‘Crimes Ocultos’ traça paralelo implícito entre a Rússia de Stálin e a de Putin!
'Crimes Ocultos', do chileno Daniel Espinosa, que se passa na União Soviética de Josef Stálin, poderia ter resultado em um interessante thriller psicológico se a trama focasse mais no inferno pessoal de seu protagonista, vivido por Tom Hardy, astro de 'Mad Max: Estrada da Fúria'.
Há algo de muito errado com um filme quando ele não deixa rastros no espectador e a experiência de tê-lo visto se dilui muito rapidamente. Esse é o caso de Crimes Ocultos, cujas virtudes, e elas existem, não conseguem se articular. A forma mais interessante de assistir ao longa-metragem do diretor Daniel Espinosa (de Protegendo o Inimigo) é pensá-lo no contexto geopolítico em que foi realizado, em 2014. Embora a trama seja um desdobramento da Segunda Guerra Mundial, na então União Soviética, sob a mão de ferro de Josef Stálin, o enredo parece embutir um comentário implícito sobre a mais do que tensa relação entre a Rússia e a Ucrânia nos tempos atuais.
O protagonista Leo Demidov é um garoto sobrevivente do Holodomor, genocídio promovido pelo ditador na Ucrânia, na época uma das repúblicas soviéticas, entre 1932 e 1933. Calcula-se hoje que mais de 3 milhões tenham sido mortos. Vivendo em péssimas condições num orfanato, ele foge da instituição para, anos mais tarde, já adulto (e na pele do britânico Tom Hardy, astro de Mad Max: Estrada da Fúria), tornar-se herói do mesmo Exército Vermelho que torturou e assassinou sua gente.
Na Moscou de 1953, ele, agora figura de prestígio nos quadros da Polícia de Estado de Stálin, aos poucos mergulha em uma rede de intrigas que lhe revela a podridão no serviço de segurança nacional. E a fragilidade de sua existência.
A premissa descrita acima é interessantíssima, e poderia ter resultado em um bom filme, caso o foco da narrativa tivesse sido justamente essa infernal jornada de autodescoberta, e desencanto, que o protagonista empreende. Mas não: o roteiro de Richard Price (de A Cor do Dinheiro), baseado no romance Criança 44, de Tom Rob Smith, segue outros caminhos.
Opta por um misto de drama histórico e thriller psicológico que, ao mesmo tempo, busca dar conta da história do personagem central, a costurando a uma mirabolante investigação que envolve a caça a um serial killer que vem assassinando dezenas de meninos, enquanto o governo soviético insiste em negar sua existência. Homicídios, para Stálin, eram crimes possíveis apenas nas decadentes sociedades capitalistas ocidentais.
Aqui, diante da hipocrisia ideológica do regime, é impossível não traçar paralelos desse cenário com os desvarios cometidos por Vladimir Putin, atual presidente da Rússia, e sua política agressiva e imperialista em relação à Ucrânia, país ancestral de Demidov, que de ardoroso defensor do regime se torna, ao longo do filme, um rebelde e detrator do regime. Sua esposa, Raisa (a sueca Noomi Rapace, de Os homens Que não Amavam as Mulheres), sem que ele saiba, já atua nas forças de resistência ao stalinismo.
Crimes Ocultos, apesar do ótimo elenco, que inclui ainda Gary Oldman (de Drácula de Bram Stoker) e Joel Kinnaman (do remake de Robocop), se perde em subtramas desnecessárias, e talvez funcionasse melhor como uma minissérie. Como longa-metragem, desperdiça a oportunidade de investigar mais a fundo a alma de seu protagonista.
Retrata bem a aflição de viver em constante vigilância e desconfiança o tempo todo, onde a verdade sempre é aquela que sustenta a narrativa. Gostei