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Child's Play: La Poupée du Mal - França
Sinopse
No aniversário de seu filho, Karen o presenteia com o boneco mais aguardado dos últimos tempos. Quando crimes estranhos começam a acontecer pela vizinhança, eles passam a suspeitar que o brinquedo pode não ser tão inofensivo quanto parece.
[review de 23 de Abril de 2021] Eu não tenho palavras para descrever a grande bosta que é esse filme.
Uma ideia até boa mas um roteiro que me deu vontade de me matar desde a primeira cena até a última. Não serve nem pra dar risada de tão ruim, ele é só muito cringe e horrível, as faltas de lógica são só irritantes demais, a quantidade de cena cringe nesse filme velho na moral, eu só vi até o final pra postar minha crítica aqui pq minha vontade era abandonar o filme nos primeiros 15 minutos.
Atualizar um símbolo do horror é sempre um processo de desmontar e remontar significados, quase como abrir um brinquedo antigo para descobrir quais peças ainda sustentam sua identidade, e o “Brinquedo Assassino” de 2019 nasce exatamente desse tipo de reconstrução. Em vez de apenas substituir o voodoo por circuitos, o filme reposiciona Chucky dentro de um mundo hiperconectado, solitário e regido por máquinas que observam mais do que compreendem. Lars Klevberg conduz essa atualização com segurança, equilibrando irreverência e intenção narrativa para recuperar a energia caótica que os últimos filmes de Don Mancini haviam perdido. O resultado é uma versão mais íntima e emocional do boneco assassino, que o apresenta simultaneamente como ingenuidade programada e ameaça crescente, uma combinação simples na superfície, mas surpreendentemente eficaz na prática.
A relação entre Andy (Gabriel Bateman) e seu Buddi é o eixo emocional da história, revelando como Chucky (dublado aqui por Mark Hamill) nasce mais como um projeto defeituoso e incompreendido do que como uma entidade maligna. A ideia de um artefato de IA que se corrompe observando comportamentos humanos dá ao terror uma camada de plausibilidade interessante, fazendo com que cada gesto ou reação do boneco pareça consequência de um aprendizado distorcido. Ao acompanhar essa curva psicológica, o filme cria um vilão estranho e quase infantil, cuja devoção equivocada rapidamente se transforma em violência, sem nunca perder de vista a melancolia que acompanha sua jornada.
Visual e tecnicamente, o filme assume com orgulho sua artificialidade. Klevberg opta por filmar Chucky como um produto industrial palpável, destacando sua rigidez e desconforto estético, o que reforça o caráter perturbador do boneco. A mistura de animatrônica e CGI funciona ao enfatizar o aspecto mecânico, enquanto a voz suavemente educada de Mark Hamill torna cada ato brutal ainda mais desconcertante. A trilha sonora de Bear McCreary, especialmente a “Buddi Song”, cria um clima de nostalgia distorcida que dialoga com o humor sombrio e a textura lúdica da obra. As mortes, por sua vez, são criativas e filmadas com precisão, lembrando o espírito dos anos 80 sem cair no escracho, e o elenco de apoio, incluindo Aubrey Plaza e Brian Tyree Henry, reforça essa tonalidade levemente tragicômica.
Apesar de perder parte da intimidade no clímax mais explosivo ambientado na loja, o filme mantém sua coesão e entrega um desfecho divertido, consciente e propositalmente exagerado. Ao final, esta nova versão de “Brinquedo Assassino” se impõe como um reboot surpreendentemente sólido, mais coerente e respeitoso com a essência do personagem do que muitos capítulos prévios da franquia. A produção moderniza Chucky sem descaracterizá-lo e demonstra uma compreensão aguçada do que tornou o boneco assassino tão duradouro. O único lamento é saber que essa encarnação não terá continuidade, porque poucas reinvenções recentes exibiram tanta personalidade e frescor.
O que eu mais gosto no Chucky em si é que nenhum filme da saga se leva a sério, e esse aqui é a mesma coisa. Estarei mentindo se disser que ele ser um IA funcionou tão bem quanto um serial killer possuindo um boneco, mas ele conseguiu ser interessante o suficiente para me prender até o final. Acho que o maior erro desse filme foi a mudança no visual do boneco mesmo, te deixa mais distante das outras sagas e perde a força.
[review de 23 de Abril de 2021]
Eu não tenho palavras para descrever a grande bosta que é esse filme.
Uma ideia até boa mas um roteiro que me deu vontade de me matar desde a primeira cena até a última.
Não serve nem pra dar risada de tão ruim, ele é só muito cringe e horrível, as faltas de lógica são só irritantes demais, a quantidade de cena cringe nesse filme velho na moral, eu só vi até o final pra postar minha crítica aqui pq minha vontade era abandonar o filme nos primeiros 15 minutos.
Atualizar um símbolo do horror é sempre um processo de desmontar e remontar significados, quase como abrir um brinquedo antigo para descobrir quais peças ainda sustentam sua identidade, e o “Brinquedo Assassino” de 2019 nasce exatamente desse tipo de reconstrução. Em vez de apenas substituir o voodoo por circuitos, o filme reposiciona Chucky dentro de um mundo hiperconectado, solitário e regido por máquinas que observam mais do que compreendem. Lars Klevberg conduz essa atualização com segurança, equilibrando irreverência e intenção narrativa para recuperar a energia caótica que os últimos filmes de Don Mancini haviam perdido. O resultado é uma versão mais íntima e emocional do boneco assassino, que o apresenta simultaneamente como ingenuidade programada e ameaça crescente, uma combinação simples na superfície, mas surpreendentemente eficaz na prática.
A relação entre Andy (Gabriel Bateman) e seu Buddi é o eixo emocional da história, revelando como Chucky (dublado aqui por Mark Hamill) nasce mais como um projeto defeituoso e incompreendido do que como uma entidade maligna. A ideia de um artefato de IA que se corrompe observando comportamentos humanos dá ao terror uma camada de plausibilidade interessante, fazendo com que cada gesto ou reação do boneco pareça consequência de um aprendizado distorcido. Ao acompanhar essa curva psicológica, o filme cria um vilão estranho e quase infantil, cuja devoção equivocada rapidamente se transforma em violência, sem nunca perder de vista a melancolia que acompanha sua jornada.
Visual e tecnicamente, o filme assume com orgulho sua artificialidade. Klevberg opta por filmar Chucky como um produto industrial palpável, destacando sua rigidez e desconforto estético, o que reforça o caráter perturbador do boneco. A mistura de animatrônica e CGI funciona ao enfatizar o aspecto mecânico, enquanto a voz suavemente educada de Mark Hamill torna cada ato brutal ainda mais desconcertante. A trilha sonora de Bear McCreary, especialmente a “Buddi Song”, cria um clima de nostalgia distorcida que dialoga com o humor sombrio e a textura lúdica da obra. As mortes, por sua vez, são criativas e filmadas com precisão, lembrando o espírito dos anos 80 sem cair no escracho, e o elenco de apoio, incluindo Aubrey Plaza e Brian Tyree Henry, reforça essa tonalidade levemente tragicômica.
Apesar de perder parte da intimidade no clímax mais explosivo ambientado na loja, o filme mantém sua coesão e entrega um desfecho divertido, consciente e propositalmente exagerado. Ao final, esta nova versão de “Brinquedo Assassino” se impõe como um reboot surpreendentemente sólido, mais coerente e respeitoso com a essência do personagem do que muitos capítulos prévios da franquia. A produção moderniza Chucky sem descaracterizá-lo e demonstra uma compreensão aguçada do que tornou o boneco assassino tão duradouro. O único lamento é saber que essa encarnação não terá continuidade, porque poucas reinvenções recentes exibiram tanta personalidade e frescor.
Bom filme.
O que eu mais gosto no Chucky em si é que nenhum filme da saga se leva a sério, e esse aqui é a mesma coisa. Estarei mentindo se disser que ele ser um IA funcionou tão bem quanto um serial killer possuindo um boneco, mas ele conseguiu ser interessante o suficiente para me prender até o final. Acho que o maior erro desse filme foi a mudança no visual do boneco mesmo, te deixa mais distante das outras sagas e perde a força.
Tão bom quanto o original de 1988. Valeu pelos recursos tecnológicos atuais.