Os patrulheiros rodoviários Jon Bake e Frank Poncherello têm uma arriscada missão: capturar uma gangue de assaltantes de carros-fortes que aterroriza a California.
Em Hollywood, é muito comum atores pularem para trás das câmeras e se tornarem diretores. Todo mundo sabe que a indústria cinematográfica é uma máquina de moer carne, que, quando chega a uma certa idade e a pessoa já não é mais tão jovem, a beleza começa a desaparecer e a tendência é que os papéis importantes vão rareando. Então, nada mais justo que aconteça essa transição, e é graças a isso que nós temos excelentes profissionais que nos presenteiam todos os anos com obras icônicas. Mas também tem casos em que você olha e pensa que seria melhor se essa transição nunca tivesse acontecido. Com CHiPs, foi exatamente isso que eu imaginei.
Jon Baker, um motociclista profissional que decide ingressar na Patrulha Rodoviária da Califórnia, recebe como parceiro Frank “Ponch” Poncherello, um agente federal infiltrado. Enquanto Jon tenta se adaptar ao trabalho e provar seu valor, Ponch investiga uma série de roubos cometidos por um grupo de criminosos que pode ter ligações com policiais corruptos. Os dois, apesar das personalidades e objetivos diferentes, precisam trabalhar juntos para descobrir a identidade dos responsáveis e impedir que o esquema continue.
Tem certos humores que são peculiares, funcionam para determinadas pessoas e para outras não. Eu, particularmente, adoro um humor mais satírico, mais debochado, humor negro, vamos dizer assim. Há quem goste de comédia escrachada, pastelão, que é o que encontramos aqui. Que, comigo, não funcionou de maneira alguma. O timing cômico do Dax Shepard é pavoroso. As cenas são construídas com base em humor de quinta série, infantil e bobo, criando constrangimento. Mas não é daqueles estilos como The Office (2005-2013), em que você ri de nervoso. Não, é daqueles em que você procura um buraco para enfiar a cara.
O elenco reunido aqui é bom, mas, com um roteiro tão fraco, morto não tem condição de se sustentar nenhum personagem. Eu não conheço a série-mãe que deu origem ao filme, mas, se era intenção despertar interesse para buscar o material original, fracassou vergonhosamente, porque tudo o que eu fiquei foi com vontade de nunca mais ver nada relacionado a essa franquia na face da Terra.
Com a direção fraca, que picotou o filme inteiro na montagem, e um roteiro sem graça, CHiPs deixa a pior impressão possível. É daqueles que você não quer nem lembrar que um dia assistiu. O gênero do humor é um dos mais difíceis do cinema. Não é fácil fazer rir: para cada um bom e engraçado, tem 200 horripilantes, e este aqui, com toda a certeza, caiu no grupo dos 200. Quando eu vir o Dax Shepard, acho que vai ser impossível não lembrar do mal-estar que esse personagem dele me causou assistindo a esse filme.
CHiPs é um típico besteirol policial que aposta no humor escrachado, nos exageros e em personagens caricatos. O filme funciona melhor quando assume de vez a comédia e para de tentar se levar a sério.
A química entre Dax Shepard e Michael Peña é um dos pontos altos e rende algumas boas risadas, mesmo que o humor seja irregular e nem todas as piadas funcionem. O ritmo também oscila, com momentos bem divertidos intercalados por outros mais arrastados, que quebram um pouco o embalo. O filme é muito mais puxado para a comédia do que para a ação, apesar de ter ótimos momentos de perseguição e tiroteio.
Não é nada memorável nem inovador, mas cumpre o que promete: entretenimento descompromissado e sem grandes pretensões.
CHiPs
Direção: Dax Shepard
Ano: 2017
Assistido em: 12/09/2026
Em Hollywood, é muito comum atores pularem para trás das câmeras e se tornarem diretores. Todo mundo sabe que a indústria cinematográfica é uma máquina de moer carne, que, quando chega a uma certa idade e a pessoa já não é mais tão jovem, a beleza começa a desaparecer e a tendência é que os papéis importantes vão rareando. Então, nada mais justo que aconteça essa transição, e é graças a isso que nós temos excelentes profissionais que nos presenteiam todos os anos com obras icônicas. Mas também tem casos em que você olha e pensa que seria melhor se essa transição nunca tivesse acontecido. Com CHiPs, foi exatamente isso que eu imaginei.
Jon Baker, um motociclista profissional que decide ingressar na Patrulha Rodoviária da Califórnia, recebe como parceiro Frank “Ponch” Poncherello, um agente federal infiltrado. Enquanto Jon tenta se adaptar ao trabalho e provar seu valor, Ponch investiga uma série de roubos cometidos por um grupo de criminosos que pode ter ligações com policiais corruptos. Os dois, apesar das personalidades e objetivos diferentes, precisam trabalhar juntos para descobrir a identidade dos responsáveis e impedir que o esquema continue.
Tem certos humores que são peculiares, funcionam para determinadas pessoas e para outras não. Eu, particularmente, adoro um humor mais satírico, mais debochado, humor negro, vamos dizer assim. Há quem goste de comédia escrachada, pastelão, que é o que encontramos aqui. Que, comigo, não funcionou de maneira alguma. O timing cômico do Dax Shepard é pavoroso. As cenas são construídas com base em humor de quinta série, infantil e bobo, criando constrangimento. Mas não é daqueles estilos como The Office (2005-2013), em que você ri de nervoso. Não, é daqueles em que você procura um buraco para enfiar a cara.
O elenco reunido aqui é bom, mas, com um roteiro tão fraco, morto não tem condição de se sustentar nenhum personagem. Eu não conheço a série-mãe que deu origem ao filme, mas, se era intenção despertar interesse para buscar o material original, fracassou vergonhosamente, porque tudo o que eu fiquei foi com vontade de nunca mais ver nada relacionado a essa franquia na face da Terra.
Com a direção fraca, que picotou o filme inteiro na montagem, e um roteiro sem graça, CHiPs deixa a pior impressão possível. É daqueles que você não quer nem lembrar que um dia assistiu. O gênero do humor é um dos mais difíceis do cinema. Não é fácil fazer rir: para cada um bom e engraçado, tem 200 horripilantes, e este aqui, com toda a certeza, caiu no grupo dos 200. Quando eu vir o Dax Shepard, acho que vai ser impossível não lembrar do mal-estar que esse personagem dele me causou assistindo a esse filme.
CHiPs é um típico besteirol policial que aposta no humor escrachado, nos exageros e em personagens caricatos. O filme funciona melhor quando assume de vez a comédia e para de tentar se levar a sério.
A química entre Dax Shepard e Michael Peña é um dos pontos altos e rende algumas boas risadas, mesmo que o humor seja irregular e nem todas as piadas funcionem. O ritmo também oscila, com momentos bem divertidos intercalados por outros mais arrastados, que quebram um pouco o embalo. O filme é muito mais puxado para a comédia do que para a ação, apesar de ter ótimos momentos de perseguição e tiroteio.
Não é nada memorável nem inovador, mas cumpre o que promete: entretenimento descompromissado e sem grandes pretensões.
Esse filme é muito bom kkkk
Vi em 11/05/2023
HBOmax
Acho que esse foi o ultimo grande filme de comédia/besteirol lançado!
Dax Shepard gênio no roteiro, na direção e atuação! kkk