Funcionário de uma fábrica de Moscou vai a uma pequena cidade interiorana para uma simples inspeção rotineira de engenharia. No entanto, envolvido num turbilhão de situações absurdas de um lugar em que nada parece ter nexo, nunca consegue voltar para casa. Sátira ácida ao momento histórico em que o filme foi rodado, em que a burocracia ferrenha da União Soviética dava lugar ao caos social do fim do comunismo.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Moscou aqui é o passado estável e com sentido ao qual o personagem (o povo russo?) nunca vai conseguir retornar. Em vez disso, mergulha num pesadelo entre o sono e a vigília em que o familiar e o absurdo trazem elementos desorganizados e invertidos do mundo acordado, cada vez mais irreconhecível e desalentado. Ao fim, fica o gosto amargo do fim da primeira experiência socialista da história da humanidade.
Durante todo o filme, não pude deixar de pensar que o protagonista é, visualmente, uma mistura quase perfeita de Ghassan Kanafani e Aldo Rebelo. 😆
Começou interessante mas depois da cena em que ele faz o discurso o filme se torna muito enfadonho.
Muito da hora, vai dor humor absurdo, ao melancólico de um jeito muito criativo e satírico mas tb singelo, as expressões do personagem são perfeitas, frente aos contextos inusitados, e a loucura toda da história. O cinema russo tem caraterísticas meio peculiares que nem todo mundo gosta, ou compreende, eu gosto muito, entro fácil na onda tragicomica deles.
Muito legal e bizarro. Filme criativo. Funciona como crítica, e aí você escolhe se concorda ou não, mas não tira o real de algumas coisas que são evidentes. O ator que faz o protagonista vai bem.
O filme tem momentos engraçados e o lance do pai e filho me fez ir as gargalhadas. Só peca numa quebra de ritmo ao final.