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Data de lançamento
21 Maio 2006Duração
Isa (Nuri Bilge Ceylan) é um desatento professor universitário. Seu comportamento na sala de aula parece se repetir em casa, quando não presta atenção na jovem esposa Bahar (Ebru Ceylan), que trabalha numa emissora de TV. Egoísta, Isa se comunica com a mulher de forma quase rudimentar e monossilábica. Ela, por sua vez, tem ataques de choro e um comportamento infantil. Quem terá sido o precursor dessa crise?
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Contemplativo ,melancólico e com uma fotografia linda.
A frieza da relação entre o casal nos primeiros momentos é quase um coadjuvante à parte; um vão que aos poucos vai se revelando e então vamos entendendo como tudo se tornou assim, tão distante.
Nuri Bilge Ceylan aqui apenas ensaiava a grandiosidade que viria a realizar em seus últimos trabalhos.
Esse filme é extremamente reflexivo, contemplativo e intimista. Ele é um fragmento. Muito bonito e muito sensível. Mas que na minha opinião só pode ser plenamente apreciado se assistido como uma experiência fílmica, não como uma história cinematográfica.
Acho que pra conseguir curtir esse filme de verdade, tem que aceitar ele, e experienciar como um passageiro em uma viagem.
(Talvez esse meu comentário seja redundante, mas não vi os outros abaixo)
Como comentaram aqui, embora de forma positiva, o filme termina parecendo que está na metade, mas para mim isso foi negativo, já que a estória pouco se desenvolve e é muito centrada em Isa. Bahar é colocada muito de escanteio. Mesmo ela tendo uma profissão que é referenciada e mostrada algumas vezes, nem o roteiro nem a direção explora um conflito nela. Por que ela não consegue se afastar sozinha dele? O que ele tem de tão bom, já que mesmo em sonho ela o vê de forma negativa e conscientemente também? A impressão que tive é que o roteiro simplesmente "planta" que ela é doente por ele, dependente, coloca ela chorando, e só. Ele também não tem objetivos para além do relacionar-se. Os personagens não são bem explorados. Esse longa caberia facilmente em um curta metragem. Não precisava ser um longa. O que é forte neste filme são os closes, o não-dito, a fotografia contemplativa e intimista. A sensação que tenho é que esta é uma sequência de Antes de Amanhecer, um quarto filme, mas sem as discussões intelectuais e a vida além da relação, portanto, um pouco mais raso.
É um filme brilhante, introspectivo, contemplativo, naturalista, paisagístico. E de uma beleza fenomenal.