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Sinopse
Depois de ter segurado o choro por tempo demais, os olhos de Elizabeth estão secos. Em casa, ela conta o que está acontecendo para a menina com quem vive. A criança, então, inventa uma máquina para salvá-la.
O ponto de partida tramático é excelente, tanto que poderia muito bem ser estendido a um longa-metragem. O parentesco entre a diretora e Betty Faria (ótima, como de praxe) rende um componente emocional imediato, mas algo na interpretação travada de Nina Dahmer blinda esta relação, o espelhamento da mesma enquanto narrativa. Se a personagem mais velha move-se com uma lentidão associada ao enfrentamento da estranha moléstia que a aflige, uma "doença de ator", que petrifica as suas lágrimas não choradas, a celeridade das decisões e movimentos da mais nova interdita a imersão espectatorial, de modo que, ao invés do drama, migra-se para uma fábula de ficção científica, permeada por um desenho de som "verborrágico" e quase onipresente, não deixando espaço para silêncio reflexivo. A imagem final, centrada no rosto da veterana atriz, é belíssima, mas o filme fica aquém daquilo que poderia ofertar em termos afetivos, por conta de seu ritmo acelerado. Seja como for, demonstra um valoroso pendor da diretora quanto à construção de ambientes, sendo as contribuições de figurino e direção de arte muito boas. Aguardemos os seus próximos projetos! (WPC>)
voltando para a propria infancia para conseguir chorar de novo. o tema é ótimo, a execução é bem feita. viaja em alguns pontos, mas acerta o alvo, adorei a estética
O ponto de partida tramático é excelente, tanto que poderia muito bem ser estendido a um longa-metragem. O parentesco entre a diretora e Betty Faria (ótima, como de praxe) rende um componente emocional imediato, mas algo na interpretação travada de Nina Dahmer blinda esta relação, o espelhamento da mesma enquanto narrativa. Se a personagem mais velha move-se com uma lentidão associada ao enfrentamento da estranha moléstia que a aflige, uma "doença de ator", que petrifica as suas lágrimas não choradas, a celeridade das decisões e movimentos da mais nova interdita a imersão espectatorial, de modo que, ao invés do drama, migra-se para uma fábula de ficção científica, permeada por um desenho de som "verborrágico" e quase onipresente, não deixando espaço para silêncio reflexivo. A imagem final, centrada no rosto da veterana atriz, é belíssima, mas o filme fica aquém daquilo que poderia ofertar em termos afetivos, por conta de seu ritmo acelerado. Seja como for, demonstra um valoroso pendor da diretora quanto à construção de ambientes, sendo as contribuições de figurino e direção de arte muito boas. Aguardemos os seus próximos projetos! (WPC>)
voltando para a propria infancia para conseguir chorar de novo. o tema é ótimo, a execução é bem feita. viaja em alguns pontos, mas acerta o alvo, adorei a estética