Em 1919 trabalhadores chegam para construir uma cidade em meio à taiga selvagem. Eles carregam valiosos materiais de construção para a empreitada. O chefe do depósito, Vasili, vai ter que enfrentar mais problemas do que esperava, como hostilidade e corrupção.
Está disponível gratuitamente até o dia 04/05 no canal do Youtube do CPC-Umes Filmes mais uma pérola do cinema soviético praticamente desconhecida do grande público. Um filme vigoroso, de drama, que se passa num período crucial da História da Rússia: a Revolução Bolchevique. Em 1919, no auge da Guerra Civil, centenas de trabalhadores chegam de trem à cidade de Zagora, na região da taiga russa (cercada por florestas boreais que cobrem grande parte da Rússia até a Sibéria). Eles instalam-se em casebres na localidade para erguer uma usina elétrica e futuramente uma cidade. O jovem Vassily Gubanov (Evgeniy Urbanskiy), um homem de poucas palavras, mas de enorme consciência crítica, é nomeado chefe do grupo. Dia a dia passa a sofrer hostilidade dos funcionários por estar disposto a denunciar um esquema de corrupção envolvendo parte da equipe. A crise se instala quando recebe ameaças de morte, o que coloca seu trabalho em jogo. Realizado na comemoração dos 40 anos da Revolução Russa (iniciada em 1917 e finalizada em 1922), o filme veio em plena transformação do cinema russo moderno, sendo até hoje uma obra crítica notável, autoral na linguagem e feito sob uma fotografia excepcional nas reais colinas da taiga russa. Foi o maior filme do diretor Yuli Raizman, contando com uma grandiosa interpretação de uma lenda do cinema soviético, Evgeniy Urbanskiy (1932-1965), falecido precocemente de acidente de carro – ele participou de obras premiadas, como os indicados à Palma de Ouro “A balada do soldado” (1959) e “A carta que não se enviou” (1960). Em “O comunista”, seu personagem se torna um herói, um porta-voz que representa a coragem do povo russo. O filme recebeu menção Honrosa no Festival de Veneza, único festival em que foi exibido, e agora está no streaming do CPC-Umes em uma excelente cópia restaurada pela Mosfilm, o centenário estúdio russo que permanece ativo. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom
Razoável homenagem ao operário médio do início da União Soviética. Dá pro gasto. Tem até uma ponta do Lênin, interpretado por um ator muito parecido.
- "Então me diga, senhor, o que a ciência marxista tem para nos ensinar sobre o amor?
- "Bem, não vejo que haja nada neste sentido nas obras de Marx."
- "Mas, digamos, por exemplo, que eu esteja apaixonado por uma mulher casada, e não consiga esconder isso, algo que me queima por dentro."
- "Ora, se vamos começar a roubar a mulher dos outros, o que vão pensar do nosso Partido?"
- "Mas que tipo de ciência é essa que não nos responde sobre questões tão relevantes"?
~ E há quem diga que os russos não têm senso de humor.