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Data de lançamento
31 Ago. 2007Duração
Michael Clayton (George Clooney) trabalha numa das maiores firmas de advocacia de Nova York, tendo por função limpar os nomes e os erros de seus clientes. Tendo trabalhado anteriormente como promotor de justiça e vindo de uma família de policiais, Clayton é o responsável por realizar o serviço sujo da firma Kenner, Bach & Ledeen, que tem Marty Bach (Sydney Pollack) como um de seus fundadores. Apesar de estar cansado e infeliz com o trabalho, Clayton não tem como deixar o emprego, já que o vício no jogo, seu divórcio e o fracasso em um negócio arriscado o deixaram repleto de dívidas. Quando Arthur Evans (Tom Wilkinson), o principal advogado da empresa, sofre um colapso e tenta sabotar todos os casos da U/North, uma empresa que é cliente da Kenner, Bach & Ledeen, Clayton é enviado para solucionar o problema.
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24.05.2009
Chato demais, a ideia do filme é boa, porém mal executada. Não recomendo!
Bem medíocre para aparecer numa lista dos melhores do século XXI.
Bom misto de thriller policial com drama de advocacia. De uma safra e época onde Hollywood ainda tinha roteiros que pareciam ser escritos por adultos e não por adolescentes fanfiqueiras de 13 anos. Embora não seja perfeito, tendo uma estrutura de flashback único totalmente desnecessária, no geral é muito superior à maioria do que é feito hoje em dia. Uma experiência interessante fazer esse tipo de "arqueologia de um cinema recente".
Michael Clayton (George Clooney) é um consultor jurídico que trabalha para um escritório de advocacia especializado em fazer a defesa de clientes milionários. Entre suas funções, Clayton age como uma espécie de 'ferramenta de limpeza' nos cenários em que seus clientes praticam suas ilegalidades, como forma de preparar a defesa futura. Quando um dos advogados do escritório - e seu amigo - "trai" a firma e se insurge contra uma poderosa empresa que até então era cliente deles, Clayton começará a questionar o universo que está inserido e até mesmo a ética de suas ações. Nessa toada, "Conduta de Risco" tenta se vender tanto como thriller jurídico-investigativo, quanto como estudo de personagem.
Seu sucesso na empreitada, no entanto, é mediano. A trama da grande corporação como vilã, envolvida em algum escândalo de saúde pública, acobertada por seus abutres causídicos, já não era nova na época do filme (vide "Erin Brockovich"). O roteiro é truncado, alguns detalhes soam perdidos e o tema indigesto pode soar facilmente desinteressante para muitas pessoas. Clooney está bem no papel, mas ao final da projeção ainda não temos muita certeza sobre quem é, de fato, Michael Clayton. É um protagonista interessante na teoria, mas meio vazio na execução. Em nenhum momento o filme mostra o porquê da fama do personagem de 'fazer milagres' com os casos dos clientes. Além disso, falta no filme, também, mais momentos em que evidenciem a exasperação psicológica e o cansaço do personagem - com exceção, talvez, do longo plano de encerramento.
Isso tudo faz de "Conduta de Risco" um filme com potencial, mas que não o atinge. O tom de tensão está correto, e a direção de Gilroy insere uma sensação claustrofóbica adequada, mas só. E mesmo o Oscar de Tilda Swinton se mostra uma gentileza exagerada, já que a atriz, por mais competente que seja, não demonstra aqui nenhuma performance excepcional em nenhum sentido. Uma pena, esse filme apresenta uma causa promissora, mas faltou instrução processual suficiente para se valer na apreciação do tribunal.