Um jovem leva uma velha senhora a uma profunda exploração de seu passado, para um época quando, ainda jovem e famosa escritora, conheceu um estranho que afetou a sua vida para sempre.
Trama bem estruturada e que se inicia bem.Somos presenteados com uma atuação perfeita de Maggie Smith e todo seu mistério do passado é colocado à mesa. Filme objetivo.
>Maratona Maggie Smith - Assistido em 10 de Agosto de 2020
A vida de Mary teve como centro de seu tormento o fantasma de Greenville. Capturing Mary recapitula a influência que teve em sua vida a figura desse intrigante ser ficcional nascido do roteiro do também diretor Stephen Poliakoff. Do primeiro encontro, nos anos cinquenta até a contemporaneidade, a obsessão de Mary pelo enigmático Greenville se faz tão presente quanto a dependência alcoólica que vai sendo sutilmente revelada. A interpretação de Maggie Smith é irretocável. Ela está no nível daquelas atrizes que nos conseguem passar toda a forma do personagem apenas pelo olhar e tem em Capturing Mary seu palco. A produção demonstra requinte e sofisticação no desenvolvimento narrativo. Pode-se citar o uso da 'sobre voz' narrada por Joe (caseiro) que funciona como os olhos e percepção do espectador na trama. Também destaque a fotografia que valoriza as expressões de Maggie em planos fechados. Os diálogos e o uso de flashbacks que vão recompondo os pensamentos de Mary desde o primeiro momento que ela adentra a residência - local em que ocorreram os fatos mais marcantes do encontro entre Mary e Greenville. Sobre os flashbacks se destaca o uso de cores mais quentes e contrastantes se confrontando com cores frias e escuras usadas no tempo diegético do presente representado no filme. Esse recurso nos compele a pensar sobre o brilho perdido da juventude e a decadência e a tristeza de uma vida conformada com as frustrações e arrependimentos contidos. Sua busca pela paz inevitavelmente terá que percorrer o doloroso caminho das duras lembranças. O filme perde força no que tange em esclarecer mais as razões e aprofundar o histórico dos protagonistas centrais, evitando um julgamento de suas intimidades e focando as cenas na questões mais puramente sensoriais.
Eu acho que não entendi quem era o personagem afinal de contas...
Maggie Smith estava bem como sempre.
Gostei mais da performance da Maggie Smith m si do que da história em si... mas desfecho é emocionante.
Trama bem estruturada e que se inicia bem.Somos presenteados com uma atuação perfeita de Maggie Smith e todo seu mistério do passado é colocado à mesa.
Filme objetivo.
>Maratona Maggie Smith - Assistido em 10 de Agosto de 2020
04/09/2019
Interessante
A vida de Mary teve como centro de seu tormento o fantasma de Greenville. Capturing Mary recapitula a influência que teve em sua vida a figura desse intrigante ser ficcional nascido do roteiro do também diretor Stephen Poliakoff. Do primeiro encontro, nos anos cinquenta até a contemporaneidade, a obsessão de Mary pelo enigmático Greenville se faz tão presente quanto a dependência alcoólica que vai sendo sutilmente revelada. A interpretação de Maggie Smith é irretocável. Ela está no nível daquelas atrizes que nos conseguem passar toda a forma do personagem apenas pelo olhar e tem em Capturing Mary seu palco. A produção demonstra requinte e sofisticação no desenvolvimento narrativo. Pode-se citar o uso da 'sobre voz' narrada por Joe (caseiro) que funciona como os olhos e percepção do espectador na trama. Também destaque a fotografia que valoriza as expressões de Maggie em planos fechados. Os diálogos e o uso de flashbacks que vão recompondo os pensamentos de Mary desde o primeiro momento que ela adentra a residência - local em que ocorreram os fatos mais marcantes do encontro entre Mary e Greenville. Sobre os flashbacks se destaca o uso de cores mais quentes e contrastantes se confrontando com cores frias e escuras usadas no tempo diegético do presente representado no filme. Esse recurso nos compele a pensar sobre o brilho perdido da juventude e a decadência e a tristeza de uma vida conformada com as frustrações e arrependimentos contidos. Sua busca pela paz inevitavelmente terá que percorrer o doloroso caminho das duras lembranças. O filme perde força no que tange em esclarecer mais as razões e aprofundar o histórico dos protagonistas centrais, evitando um julgamento de suas intimidades e focando as cenas na questões mais puramente sensoriais.