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Sertão baiano: 1927. O filme relata a história do capitão Corisco, cangaceiro conhecido como Diabo Loiro, que rapta Dadá, uma menina de 12 anos, condenando-a ao cangaço. Perseguido por Zé Rufino, chefe da polícia volante, o bando percorre o sertão hostil da Bahia: ataques, morte dos filhos, decapitação de Lampião e Maria Bonita, o filme é um mergulho no universo psíquico e social do homem sertanejo, e nas manifestações místicas e culturais do Nordeste as décadas de 20/30.
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Cariry consegue fazer algumas mudanças na história que caíram bem e deram outra visão daquilo que já estamos acostumado a ver. A primeira delas é a forma narrativa a partir da filha de Dadá,vivida pela grandiosa Regina Dourado.
Cariry também aumenta a dose de violência e traz algumas sequência repletas de correrias e bons momentos de tiroteio,um verdadeiro western brasileiro que aproveita a ótima fotografia e ambientação do sertão de Cariri. A sequência final é muito bem filmada e a energia da dupla principal eleva toda a cena e coloca esse entre os melhores filmes sobre o assunto.
Chico Diaz dispensa comentários,realiza um protagonismo marcante,quase foi substituído por Alceu Valença,mas o cantor acabou desistindo e ficando mesmo com Chico,ainda bem. Esse filme marca o primeiro encontro com o ator e Dira Paes que futuramente iriam contracenar mais três vezes.
>Maratona Dira Paes - Assistido em 09 de Setembro de 2026
Conferido em 09/03/2026 na TV BRASIL.
O filme "Corisco & Dadá", lançado em 1996 e dirigido por Rosemberg Cariry, é um dos marcos da "retomada" do cinema brasileiro. A obra mergulha no universo do cangaço, misturando violência, poesia e misticismo para narrar a trajetória real de um dos casais mais icônicos do sertão nordestino.
Vale destacar as boas performances da dupla Chico Diaz e Dira Paes nos papeis principais. O elenco de apoio não decepciona. Cinema brasileiro de qualidade.
31/01/2026
Corisco & Dada
Nota: 6/10
Passando pela TVE acabei caindo nesse filme do catálogo brasileiro, Dira Paes novinha, sentei no sofá e comecei assistir
Corisco & Dadá é menos um filme sobre o cangaço e mais um filme sobre paixão em estado bruto.
Rosemberg Cariry foge da visão folclórica e entrega um retrato intenso, quase poético, de duas figuras engolidas pelo próprio mito. Corisco não é herói nem vilão clássico, é fúria, delírio e desespero andando pelo sertão. Dadá, por sua vez, não é sombra de ninguém: é força, dor e resistência num mundo que não perdoa mulheres que ousam existir fora da regra.
O filme tem um ritmo irregular, às vezes contemplativo demais, mas isso parece proposital. O sertão aqui não é cenário, é estado de espírito. Seco, violento, silencioso. A fotografia é crua, e a trilha ajuda a criar um clima quase místico, como se a história estivesse sendo contada por uma memória ferida.
Não é um filme fácil. Falta apelo comercial, falta conforto, falta pressa. Mas sobra identidade. Corisco & Dadá não quer agradar, quer marcar. E marca justamente por tratar seus personagens como humanos falhos, presos entre amor, loucura e sobrevivência.
Em Resumo:
Um filme áspero, intenso e apaixonado. Mais sentimento do que narrativa clássica. Cinema brasileiro que incomoda, mas permanece. Esse é para quem gosta de cinema com poeira, sangue e alma
Assisti ontem, numa mostra local o filme remasterizado e com a presença do Diretor! Maravilhoso!
18/03/2025
bom